É cada vez mais importante para as mulheres saberem sobre os diferentes tipos de métodos contraceptivos disponíveis, afinal, isso permite uma maior liberdade de escolha e autonomia sexual para elas que, desde a invenção da pílula anticoncepcional, se tornaram mais seguras de si nesse aspecto e puderam ter uma maior independência sexual.
Uma das opções que está se popularizando bastante é o SIU, o Sistema Intra Uterino. Bastante semelhante ao DIU (Dispositivo Intra Uterino), é cada vez mais solicitado pelas mulheres nos atendimentos ginecológicos e pode ser uma boa opção de método contraceptivo.

Como ele funciona e para quem é indicado?

Segundo Luiz Alberto Manetta, médico ginecologista e doutor em Ginecologia e Obstetrícia pela Universidade de São Paulo Ribeirão Preto, seu método de ação está diretamente ligado com o hormônio levonorgestrel, que é liberado no organismo em doses pequenas e diárias através do dispositivo. Em formato de T, o SIU se adapta facilmente ao formato do útero.

Essa liberação possui uma dupla função contraceptiva no corpo da mulher. “Previne a gravidez através do controle do desenvolvimento da camada de revestimento do útero (endométrio) de forma que esta não fique suficientemente espessa para possibilitar gravidez. Além de promover o espessamento do muco normal no canal cervical (abertura para o útero), de forma que o espermatozoide encontre dificuldade para entrar no útero e fertilizar o óvulo. O SIU também afeta o movimento do espermatozoide dentro do útero”, explica o ginecologista.

Sua principal indicação é para as mulheres que desejam fazer prevenção da gravidez, mas não só para isso. Dr. Luiz Alberto ressalta as demais indicações do SIU:
– Menorragia idiopática (sangramento menstrual excessivo, sem causa orgânica);
– Proteção contra hiperplasia endometrial (crescimento excessivo da camada de revestimento interno do útero) durante terapia de reposição de estrogênio;
– Tratamento para pacientes portadoras de endometriose e adenomiose que não desejam gestação.

Como é o procedimento para inserção do SIU?
A colocação do SIU é um procedimento simples que pode ser feito dentro do consultório médico, exceto em alguns casos de complicações ou então quando ele vai ser colocado logo após o parto.

Ele será inserido em centro cirúrgico quando a mulher tiver intolerância a dor ou então tiver alguma anomalia anatômica que dificulte a colocação no consultório.

Como preparação prévia é necessário ter realizado exame ginecológico recente e ter certeza de que não há qualquer infecção no local. Também é preferível colocá-lo logo após a menstruação, pois facilita o procedimento.

O Dr. Luiz Alberto explica como é realizado o procedimento: “Após exame ginecológico minucioso, o espéculo vaginal é inserido, identificando-se o colo uterino. Uma solução asséptica é aplicada para limpar o colo do útero. O sistema é inserido no útero por meio de um tubo de plástico fino e flexível (insertor).”

Uma das principais preocupações está relacionada com a dor. Sobre isso, o médico afirma que é possível sim sentir dor e tontura logo após o procedimento, mas que isso costuma passar em alguns minutos. E ele também ressalta: “Se for considerado apropriado, pode ser aplicada anestesia no colo do útero antes da inserção”.

SIU x DIU: qual a diferença?
É possível confundir não só pelo nome parecido, mas até mesmo pelos dispositivos serem semelhantes. Porém, seus mecanismos de ação diferem consideravelmente.

O ginecologista ressalta as diferenças entre os métodos: “O DIU é um método não hormonal medicado com cobre de uso intra-uterino. O SIU é um método hormonal de uso intra-uterino. Com o DIU as usuárias permanecem com sangramento mensal e com aumento do fluxo menstrual, fatos incomuns nas usuárias do SIU”.

Efeitos colaterais possíveis
Como quase todo método contraceptivo, ele pode levar a efeitos colaterais após sua inserção. Os mais comuns são:
– Sangramento irregular nos primeiros meses;
– Desconforto ou dor no baixo ventre;
– Corrimento vaginal persistente;
– Dor na relação sexual.

Vale lembrar que, mesmo sendo estes os efeitos colaterais mais comuns, nem todas as mulheres que passam a utilizar o SIU sofrem deles.

Fonte: Dicas de mulher http://bit.ly/2FpNJ4k
Adaptação: Redação CDD

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