Por Luiz Alexandre Souza Ventura*

A Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe começa oficialmente nesta quarta-feira, 10 de abril, em todo o Brasil. O mutirão de imunização foi antecipado no Amazonas (20 de março) porque o Estado registrou 17 casos de contaminação pelo vírus Influenza, com três mortes confirmadas e ao menos um caso atribuído ao H1N1. Somente neste ano, segundo o Ministério da Saúde, foram mais de 600 casos suspeitos, 107 por H1N1, com 28 mortes.
Seguindo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a primeira fase da campanha, até 22 de abril, com aplicação gratuita, prioriza mulheres grávidas ou que deram à luz há 45 dias ou menos (puérperas), além de crianças entre 1 e 5 anos de idade.

Pessoas com doenças crônicas estão na lista da segunda etapa, também gratuita, junto com profissionais da área da saúde, indígenas, idosos, professores (redes pública e particular), funcionários do sistema prisional e indivíduos em privação de liberdade, pessoas com duas ou mais doenças simultâneas (comorbidade), adolescentes e jovens entre 12 e 21 anos que cumprem medidas socioeducativas, pessoas com câncer ainda em tratamento (quimioterapia e radioterapia), além de pessoas com trissomias (síndrome de Down e de Klinefelter).

QUEM NÃO PODE TOMAR A VACINA

Se você faz parte do grupo que pode sofrer reações à vacina da gripe, consulte seu médico antes de qualquer decisão e tome muito cuidado ao pesquisar na internet, principalmente em páginas desconhecidas.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), crianças com menos de 6 meses de vida não devem ser vacinadas. Quem está doente, com febre ou algum tipo de infecção, precisa esperar o fim desse quadro para se imunizar. Outra orientação básica, informada em todas as campanhas, é que pessoas com hipersensibilidade a ovos ou outros componentes da vacina (neomicina ou sulfato de polimixina B) também devem evitar a imunização, principalmente se houve alguma reação anterior.

VACINA NA REDE PARTICULAR
Para pessoas que não estão no grupo que recebe a imunização gratuita, mas querem se vacinar, a rede particular aplica o produto, com preços entre R$ 100 e R$ 200. A versão mais encontrada é a quadrivalente, que imuniza contra H1N1, H3N2 e influenzas do tipo B (linhagens Victoria e Yamagata).

CONTROLE MUNDIAL DA GRIPE

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou no dia 11 de março uma nova estratégia global de controle da Influenza. O plano para o período 2019/2030 centraliza esforços na prevenção da gripe sazonal, no cerco à disseminação da gripe de animais para seres humanos e no preparo de governos e da sociedade para a próxima pandemia.
Segundo dados da OMS, 1 bilhão de casos de Influenza são registrados, 3 a 5 milhões são graves e provocam entre 290 mil e 650 mil mortes por doenças respiratórias relacionadas. A organização afirma que a vacinação anual contra é a maneira mais eficaz de prevenir a doença.
DIA MUNDIAL DA SAÚDE
Neste domingo, 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, o Ministério da Saúde lançou um alerta sobre a importância da vacinação e da imunização para evitar a volta de doenças já erradicadas no mundo.
O Brasil tem 36 mil salas de vacinação em Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para recebe a vacina, basta apresentar o cartão de vacinação em mãos. Se nao tiver o documento, procure o posto de saúde mais próximo, verifique seu histórico e mantenha sua caderneta atualizada.
O Sistema Único de Saúde (SUS) aplica 19 vacinas de forma gratuita, que integram o Calendário Nacional de Vacinação, protegendo contra 18 doenças imunopreveníveis. Passam por avaliação de qualidade e segurança, além de validação e aprovação de instituto reguladores e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Por ano, de acordo com Ministério da Saúde, mais de 300 milhões de doses de vacinas são aplicadas na população brasileira, contemplando crianças, adolescentes, idosos, gestantes e povos indígenas.

*Luiz Alexandre Souza Ventura é jornalista colaborador da CDD.

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