Meu nome é Maria Cristina Bueno, tenho 58 anos, sou aposentada e portadora de DPOC em grau acentuado.
Sou formada em publicidade e trabalhei com publicidade durante 20 anos. Como era uma profissão muito instável, aos 42 anos resolvi largar tudo e estudar para concurso público procurando a minha estabilidade financeira. Fiz vários concursos e logo no primeiro, para o Tribunal de Justiça eu passei, mas para minha surpresa anularam o concurso. Em princípio fiquei desanimada achando que não valia a pena insistir, mas meus pais me apoiaram e resolvi continuar tentando. Passei para vários, mas não era chamada. Em 2004 recebi um telegrama da CEF me chamando para me apresentar e comprovar os requisitos. Foi uma felicidade tão grande, afinal tinha conseguido realizar o meu sonho naquele momento. Comecei a trabalhar na CEF em 2004 e estava muito feliz, novos desafios e trabalhava numa área onde lidava co m pessoas idosas, um publico que sempre gostei muito de lidar e ficava feliz em poder ajudar. Era muito gratificante ver essas pessoas sorrindo, me abraçando e agradecendo pela atenção.

Descobri a doença em 2014, quando comecei a sentir muita falta de ar ao caminhar e fazer minhas atividades diárias. Sou ex-tabagista, mas já havia parado há 5 anos quando descobri a doença. Comecei a fumar aos 13 anos de idade, foram 40 anos fumando quase 2 maços de cigarro por dia.

Minha primeira iniciativa ao sentir a falta de ar foi procurar um cardiologista, que mediante meu relato da falta de ar, fez um eletrocardiograma, onde o resultado apresentou um pequeno distúrbio, mas que não justificava minha falta de ar. O cardiologista me aconselhou a procurar um pneumologista, o que fiz imediatamente, mas confesso que estava com medo do que poderia descobrir. Em consulta com a pneumologista ela pediu que eu fizesse o exame de espirometria realizado no seu próprio consultório. Com muita dificuldade consegui realizar o exame e na mesma hora recebi o diagnóstico de que tinha um distúrbio ventilatório obstrutivo de grau acentuado, a DPOC. Uma doença crônica e irreversível que reduziu totalmente a minha capacidade vital.

Sempre fui uma pessoa muito ativa, gostava de malhar e chegava a fazer 2 a 3 aulas por dia na academia. Minha vida, nos últimos anos se limitava a trabalho, academia, praia e namorar, mas era livre para fazer tudo isso e feliz. Quando descobri a DPOC tive que aprender a viver com minhas limitações. Não foi fácil, mas era viver ou não viver, não tinha opção, procurei ajuda psicológica para me ajudar a aceitar minha nova vida e tive sorte também com a minha pneumologista que além de ser ótima profissional me ajudou muito a trabalhar o meu emocional que indiretamente afetava minha doença.

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