Lucia Damico*

Minha mãe tem 74 anos, já sofreu dois AVCs e, mais recentemente, começou a desenvolver hidrocefalia. Antes disso, descobrimos que ela tem DPOC. O diagnóstico veio há mais ou menos três anos, logo após ela passar por consulta com o pneumologista.

A doença surgiu por causa da inalação da fumaça dos vários cigarros que meu pai fumou ao longo dos anos. Foram 63 anos fumando diariamente. Minha mãe jamais colocou um cigarro na boca, mas o convívio de quase 50 anos com meu pai fez dela uma fumante passiva. Daí veio a doença.

Após o exame de espirometria, que é bem ruim para quem tem fôlego e muito pior para quem está com a respiração comprometida, fiquei bem preocupada com o diagnóstico.

Meu pai havia falecido alguns meses antes por causa de um câncer pulmonar (minha mãe não sabe disso e nem precisa saber). Ele também teve DPOC. Por causa do cigarro, a função respiratória dele estava muito fraca, apenas 17%.

Eu não havia avaliado que as tosses chatinhas e secas da minha mãe, muito frequentes, pudessem ser algo tão importante. Ela passou a usar, diariamente, dois medicamentos (Spiriva e Alenia) que a deixam bem mais confortável e menos cansada. Pegamos os dois remédios no ambulatório público e isso, algumas vezes, é um problema, história que vou contar outro dia.

Vencidas as maiores preocupações, hoje está tudo mais equilibrado e a situação estável, embora perceba em alguns dias que ela fica um pouco mais cansada e com a respiração fraca. Sua capacidade de falar ficou comprometida. Ela faz um grande esforço para dizer poucas palavras.

A verdade é que, no caso da minha mãe, não há muito para fazer além de manter os tratamentos e ficar atenta aos sintomas de resfriados, gripes e pneumonias, que batem forte nela. Aí, corremos para o pronto-socorro.

*Lucia Damico é jornalista.

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