Doenças femininas

SAÚDE DA MULHER

Câncer de mama​
Câncer do colo do Útero
Candidíase
Cervicite ou Endocervicite
Cólica Menstrual
Corrimentos
DSTs
Endometriose
Infecção Urinária​
HPV
Mioma
Osteoporose
Ovários Policísticos
Tricomoníase
Vaginose Bacteriana
Vulvite e Vulvovaginite
TPM
TEV

Câncer de mama

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido enquanto outros são mais lentos.
Fatores de risco
Sinais e Sintomas
Diagnóstico e Exames
Como lidar com o ele
Tratamentos
  • Ser mulher;
  • Idade – mulheres acima dos 50 anos correm mais risco;
  • Histórico familiar (parentes que já tiveram a doença);
  • Não ter filhos ou ter depois dos 30 anos;
  • Elevado consumo de álcool (uma dose diária);
  • Excesso de peso (gordura na região abdominal);
  • Falta de exercícios físicos;
  • Ciclo menstrual: mulheres que começaram a menstruar cedo (antes dos 12 anos) ou que entraram na menopausa após os 55 anos têm risco ligeiramente maior de ter câncer de mama;
  • Tratamento com dietilestilbestrol: no passado, grávidas tomaram essa droga para reduzir o risco de aborto espontâneo. Mais tarde descobriu-se que o medicamento tinha efeitos teratogênicos (causando más-formações) e carcinogênicos.
É importante que as mulheres observem suas mamas, sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.
  • Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor;
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do peito (mamilo);
  • Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;
  • Saída espontânea de líquido dos mamilos

Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado que mulheres de 50 a 69 anos façam uma mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas.

Mamografia é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raios X chamado mamógrafo, capaz de identificar alterações suspeitas.

Mulheres com risco elevado para câncer de mama devem conversar com seu médico para avaliação do risco para decidir a conduta a ser adotada.

Alguns mitos sobre o câncer de mama assustam muitas mulheres sobre o possível desenvolvimento da doença. Confira abaixo as dúvidas mais comuns sobre os riscos.

  • grotóxicos nos alimentos – não existe associação comprovada entre uso de agrotóxicos e câncer de mama;
  • Fumo – Não há associação comprovada entre câncer de mama e cigarro;
  • Uso de antitranspirantes e uso de sutiãs com suporte metálico – Não existem evidências de que desodorantes e sutiãs causem câncer de mama;
  • Aborto – Abortos espontâneos também não elevam o risco de ter câncer de mama;
  • Implantes de silicone – implantes de silicone formam cicatriz na mama e podem dificultar a detecção precoce do tumor, bem como a visualização do tecido mamário nas incidências padrões da mamografia. Contudo, não aumentam o risco de câncer.

O tratamento desse câncer varia conforme o tipo e o local em que o nódulo está. As formas mais comuns são: quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia (para bloquear a ação dos hormônios femininos), e a cirurgia parcial (retirada do tumor) ou mastectomia (retirada completa da mama).

É possível ainda complementar o tratamento com recursos terapêuticos, além do auxílio de um profissional psicólogo.

Mamografia de rastreamento e mamografia diagnóstica: qual a diferença?

Mamografia diagnóstica

A mamografia diagnóstica, assim como outros exames complementares com finalidade de investigação de lesões suspeitas da mama, pode ser solicitada em qualquer idade, a critério médico. Ainda assim, a mamografia diagnóstica geralmente não é solicitada em mulheres jovens, pois nessa idade as mamas são mais densas, e o exame apresenta muitos resultados incorretos.

O SUS oferece exame de mamografia para todas as idades, quando há indicação médica.

Mamografia de Rastreamento

Pode ajudar a reduzir a mortalidade por câncer de mama, mas também expõe a mulher a alguns riscos. Conheça os principais benefícios e riscos desse exame:

Benefícios:

Encontrar o câncer no início e permitir um tratamento menos agressivo.

Menor chance de a paciente morrer por câncer de mama, em função do tratamento precoce.

Riscos:

  • Suspeita de câncer de mama. Isso requer outros exames, sem que se confirme a doença. Esse alarme falso (resultado falso positivo) gera ansiedade e estresse.
  • Câncer existente, mas resultado normal (resultado falso negativo). Esse erro gera falsa segurança à mulher.
  • Ser diagnosticada e submetida a tratamento, com cirurgia (retirada parcial ou total da mama), quimioterapia e/ou radioterapia, de um câncer que não ameaçaria a vida. Isso ocorre em virtude do crescimento lento de certos tipos de câncer de mama.
  • Exposição aos Raios X. Raramente causa câncer, mas há um discreto aumento do risco quanto mais frequente é a exposição.

Câncer do colo do Útero

Os principais tipos de câncer de colo do útero são: carcinoma de células escamosas e adenocarcinoma.

90% dos cânceres de colo do útero são carcinomas de células escamosas. Estes cânceres se desenvolvem a partir de células do exocervix e as células cancerosas têm características de células escamosas sob o microscópio.

A maioria dos outros tipos de câncer colo do útero são adenocarcinomas. Os adenocarcinomas são cânceres que se desenvolvem a partir de células das glândulas. O adenocarcinoma de colo do útero se desenvolve a partir das células glandulares produtoras de muco do endocervice. Nos últimos 20 a 30 anos, os adenocarcinomas de colo do útero se tornaram cada vez mais comuns.

Com menos frequência estão os cânceres do colo do útero que têm características comuns aos carcinomas de células escamosas e aos adenocarcinomas, são os denominados carcinomas adenoescamosos ou carcinomas mistos.

Embora quase todos os cânceres cervicais sejam ou carcinomas de células escamosas ou adenocarcinomas, outros tipos de câncer também pode se desenvolver no útero. Por exemplo, melanoma, sarcoma, e linfoma, que ocorrem mais frequentemente em outras partes do organismo.

Por ser uma doença lenta, geralmente quando os sintomas aparecem o câncer já se encontra em estágio avançado.

Sinais e Sintomas
Diagnóstico
Histórico e Exame
Tratamentos
Como lidar com ele
  • Corrimento persistente de coloração amarelada ou rosa e com forte odor;
  • Sangramento após o ato sexual;
  • Dor pélvica.
  • Em casos mais graves há o surgimento de edemas nos membros inferiores, problemas urinários e comprometimento de estruturas extragenitais.

Alguns cânceres de colo do útero podem ser diagnosticados pelo resultado anormal do exame Papanicolau, o que levará à realização de mais exames para uma confirmação diagnóstica da doença.

O câncer de colo do útero também pode ser diagnosticado através dos sintomas como sangramento vaginal anormal ou dor durante a relação sexual.

No caso de diagnóstico de câncer de colo do útero invasivo, o médico a encaminhará para um oncologista ginecológico, médico especializado em cânceres do sistema reprodutivo feminino.

Histórico Clínico e Exame Físico

Durante a consulta, o médico fará perguntas sobre o histórico clínico da paciente e de seus familiares mais próximos. Isso inclui informações relacionadas aos fatores de risco e sintomas do câncer de colo do útero. O exame físico completo avaliará o estado geral de saúde da paciente. O médico fará um exame pélvico e pode colher material para o Papanicolau. Além disso, atenção especial será dada aos nódulos linfáticos para verificar a presença (ou não) de metástase.

O exame de Papanicolau é um exame rotineiro de prevenção, não um exame de diagnóstico. Um resultado do Papanicolau anormal, significa que outros exames deverão ser realizados para determinar a presença de um câncer ou uma lesão pré-cancerosa. Esses exames incluem a colposcopia e a raspagem endocervical.

O tratamento desse câncer pode ser realizado por cirurgia, radioterapia ou quimioterapia.

A cirurgia consiste na retirada do tumor e, ocasionalmente, na retirada do útero e da porção superior da vagina. De acordo com a paciente, seu modo de vida (o desejo de ter filhos) e com o estágio do câncer, é escolhida uma técnica específica para a realização da operação.

Já o tratamento por radioterapia tem a finalidade de reduzir o volume tumoral e melhorar o local, para depois realizar a radioterapia interna.

A quimioterapia é indicada para tumores em estágios avançados da doença.

Conviver com um câncer não é nada fácil, na verdade é uma tarefa extremamente árdua que exige muito do corpo e da mente do paciente. Os tratamentos contra o câncer do colo de útero podem remover a lesão ou destruir as células cancerígenas, mas até seu fim e cura completa há um longo caminho a ser percorrido.

Além da importância do acompanhamento do ginecologista e do oncologista, é imprescindível que sejam realizadas consultas com um psicólogo para garantir o bem-estar da mulher. Mesmo após o termino do tratamento, é importante que o acompanhamento pelos profissionais continue, para observar o comportamento do corpo em relação a uma recidiva do câncer e reforçar a necessidade de bons pensamentos para o avanço da saúde da paciente. Além disso, para superar a doença, o apoio dos familiares é essencial.

Candidíase

Também conhecida por Monoliase Vaginal, a candidíase vaginal é uma infecção ocasionada por fungo, o Cândida ou Monília, que causa um corrimento espesso, grumoso e esbranquiçado, acompanhada geralmente de irritação no local. Estudos mostram que alguns fatores são facilitadores dessa condição: – Antibióticos; – Gravidez; – Diabetes; – Outras infecções (por exemplo, pelo vírus HIV); – Deficiência imunológica; – Medicamentos como anticoncepcionais e corticoides; – Relação sexual desprotegida com parceiro contaminado; – Vestuário inadequado (roupas apertadas e biquínis molhados; lycra e roupa de academia que aumentam a temperatura vaginal); – Duchas vaginais em excesso.
Sintomas
Diagnóstico
Tratamentos
Como lidar com ela
Corrimento esbranquiçado; – Coceira; – Escoriações na região vulvar; – Coloração vermelha na vagina. – Em casos extremos, a candidíase pode causar úlceras. Mais comumente causada pelo fungo Candida Albicans, a candidíase é uma doença que pode acometer qualquer parte do corpo humano, mas atinge mais frequentemente os órgãos genitais gerando grande incomodo como coceira, ardência ou dor ao urinar, vermelhidão, dor durante as relações sexuais e corrimento branco e espesso. Ela não é considerada uma DST (doença sexualmente transmissível).
O método diagnóstico mais comum é o exame realizado em consultório ginecológico. O médico, com base nas queixas da paciente, no exame clínico, que identifica o tipo de corrimento característico que, combinado aos sintomas presentes e eventualmente após a realização de exames adicionais, caracteriza a enfermidade. O fungo causador da candidíase pode ser encontrado no exame de Papanicolau, no qual é feita a raspagem do canal vaginal e colo do útero para análise laboratorial. Encontrar o fungo no laudo não significa que a paciente tenha a candidíase. A bacterioscopia, exame em que a secreção vaginal é analisada em laboratório, também pode auxiliar no diagnóstico.
– Devem-se evitar vestuários inadequados, sintéticos; – Não praticar duchas vaginais; – Não utilizar desodorantes íntimos; – Abstinência sexual durante o tratamento; – Utilizar camisinha.
Para evitar a candidíase recorrente, além do uso de medicamentos nos momentos de crise, é preciso seguir uma dieta pobre em açúcares e carboidratos, consumir em abundância alimentos ricos em vitamina A e D. Dormir bem e levar uma vida sem estresse também são atitudes fundamentais para se livrar dessa indesejada companheira. Lembre-se também que existem outras condições que podem provocar sintomas semelhantes aos da candidíase, somente um ginecologista poderá diagnosticar e decidir o melhor tratamento para cada caso.

Cervicite ou Endocervicite

A cervicite crônica é uma irritação constante do colo do útero, que afeta principalmente as mulheres em idade fértil. Essa doença provoca dor no útero, inchaço e vermelhidão na vagina, podendo haver também corrimento amarelado ou esverdeado, quando está sendo causada por alguma DST. Normalmente a cervicite é causada por uma alergia a algum produto de uso íntimo ou por doenças, como a clamídia, gonorreia ou HPV, por exemplo. A cervicite pode ser contagiosa se a doença estiver sendo causada por uma DST e se a mulher tiver contato íntimo com o parceiro sem camisinha.
Sinais e Sintomas
Diagnóstico
Tratamentos
Os sintomas da Cervicite geralmente são: – Irritação; – Vermelhidão no local; – Corrimento (sai do colo do útero e pode se exteriorizar pela vagina); – Sangramento após a relação sexual; – Dor pélvica; – Febre.
O diagnóstico da doença é realizado por meio de exames ginecológicos, sendo o principal deles o Papanicolau. Durante esse exame o médico pode observar o colo do útero e colher amostras para a análise laboratorial. Trata-se de um exame simples e indolor, capaz de fornecer um diagnóstico preciso sobre a inflamação.
O tratamento da cervicite é realizado com o uso de medicamentos específicos contra as bactérias causadoras da infecção e durante sua realização é recomendada a interrupção de relações sexuais. O parceiro da paciente também deve ser examinado para verificar se há alguma bactéria presente no órgão genital masculino para realizar o tratamento.

Cólica Menstrual

A cólica menstrual, chamada cientificamente de dismenorreia, tem início com os ciclos menstruais ovulatórios, por volta de dois anos após a primeira menstruação. Durante o período fértil – fase do mês em que a mulher está ovulando e que dura cerca de seis dias– há a liberação de prostaglandina, substância que promove a contração do útero para a eliminação do sangue menstrual. Isso pode ocasionar desde um desconforto leve na região pélvica ou no baixo ventre até dores intensas, que chegam a ser incapacitantes. Há dois tipos de cólica: a primária, que existe desde a menarca (nome dado à primeira menstruação) juntamente com o início dos ciclos ovulatórios; e a secundária, que surge após um período sem dor. A cólica primária é de natureza desconhecida e inata ao organismo feminino. A cólica secundária pode ser provocada por doenças como inflamações pélvicas, endometriose e miomas.
Sintomas
Diagnóstico
Prevenção
Tratamentos
– Enjoos; – Diarreia; – Vômitos; – Cansaço; – Dor de cabeça; – Nervosismo; – Vertigem e desmaios. Em cólicas secundárias, os sintomas aparecem após algum tempo de uma doença orgânica ou de algum fato específico. As causas mais comuns da dismenorreia secundária são: endometriose, alteração nos ovários e/ou útero, uso de DIU, miomas, doença inflamatória pélvica, má formações uterinas e hímen sem orifício para a menstruação sair.
Para detectar a causa desse incomodo é possível que o ginecologista realize o exame físico geral e ginecológico buscando identificar uma possível causa orgânica da dor por meio da avaliação do colo, presença de hérnia, sinais de herpes, corrimentos, inflamação do colo uterino, vaginite ou uretrite (inflamação da uretra). Caso haja suspeita de alguma causa orgânica, o médico poderá solicitar exames complementares que podem variar de exames de sangue e urina até exames de imagem, podendo, inclusive ser necessária a realização de laparoscopia, procedimento cirúrgico que serve para entre outras coisas pesquisar e tratar a endometriose.
É possível prevenir ou amenizar as cólicas menstruais ao longo de todo o mês. Manter uma alimentação saudável e equilibrada, ingerindo todos os nutrientes necessários e sem pular refeições auxilia a saúde como um todo. Praticar exercícios físicos com frequência também colabora para a redução do fluxo menstrual e de possíveis processos inflamatórios graças à liberação da endorfina, o hormônio que gera a sensação de satisfação. Uma técnica antiga, simples e eficiente é colocar uma bolsa de água quente na região pélvica quando a cólica começar a dar sinais de que está vindo, pois o calor dilata os vasos sanguíneos, relaxando e diminuindo a dor. Procure estar atenta aos sinais do seu corpo, ele é a sua casa e conhecer onde você vive e o que pode provocar alguma dor é essencial para evitar tais comportamentos e viver melhor. Se as cólicas menstruais persistirem e se mostrarem severas procure seu ginecologista, apenas um especialista pode diagnosticar a causa dor e receitar o melhor tratamento.
Se o motivo da dor é apenas reflexo dos hormônios do período menstrual, o melhor tratamento consiste na praticar exercícios físicos para a liberação de endorfina e relaxamento do corpo, ingestão e alimentos ricos em fibra e a aplicação de bolsas de água quente já são suficientes para aliviar as dores. Mas, se a cólica tiver fundo patológico, é necessário fazer a ingestão de medicamentos de acordo com orientação médica. Para saber o tratamento ideal para sua cólica menstrual procure um médico ginecologista para ele, como um especialista no assunto, possa te dar o diagnóstico correto e iniciar o melhor tratamento para você.

Corrimentos

Corrimento é a secreção expelida pela vagina que pode ser normal ou anormal. Quando normal ela é composta por substâncias semelhantes à do soro sanguíneo, é translúcida ou levemente esbranquiçada e com um odor típico levemente adocicado devido ao ácido lático, em casos anormais costuma possuir odor e coloração diferentes e/ou causar incômodos no local.

As principais causas do corrimento anormal são:

• Infecções Vaginais;
• Vulvites e vulvovaginites;
• Infecções cervicais ou do colo do útero;
• DSTs;
• Alergias

As causas dos corrimentos anormais infecciosos mais conhecidos são: a candidíase, a tricomoníase, e a vaginose bacteriana.

Quando o corrimento vaginal apresenta alguma cor, cheiro, consistência mais espessa ou diferente do costume, pode indicar a presença de alguma infecção vaginal ou a presença de alguma doença sexualmente transmissível.

Por isso, quando o corrimento vaginal não é uma secreção transparente e tem cor branca, amarela, verde, rosada ou marrom pode indicar diferentes problemas como infecções vaginais por exemplo, sendo importante consultar o ginecologista para tratar o problema.

O corrimento branco e espesso, tipo leite coalhado geralmente é acompanhado de outros sintomas como coceira, vermelhidão e sensação de queimação na região da vulva e da vagina.

O corrimento amarelo, acinzentado ou amarelo-esverdeado, com cheiro forte semelhante a peixe que pode estar associado a outros sintomas como dor e sensação de queimação durante a relação íntima ou ao urinar.

O corrimento marrom ou a presença de sangue no corrimento está geralmente associado a outros sintomas como dor e ardor ao urinar.

O corrimento na gravidez quando surge é importante ser tratado o mais rápido possível, pois para impedir complicações e evitar prejudicar o bebê.

O corrimento líquido e transparente, semelhante à clara do ovo, pode indicar que está no período fértil do ciclo menstrual, sendo por isso essa a altura ideal para a mulher engravidar se não estiver sob o efeito do anticoncepcional.

O corrimento rosado, pode indicar o inicio da gravidez, pois pode ser causado pela fecundação do óvulo e é frequente ocorrer até 3 dias depois do contato íntimo. Juntamente com este tipo de corrimento é comum surgir leves cólicas abdominais que são normais e acabam passando sem tratamento.

Sintomas
Exames
Como lidar com eles
Os sintomas conhecidos são: – Odor desagradável; – Coceira; – Corrimento espesso; – Dor/incômodo durante o ato sexual. * Em alguns casos, o corrimento pode apontar problemas mais sérios, como por exemplo o câncer de colo do útero. Nesse caso, o odor de sangue na secreção pode ser um sinal da doença. Ao primeiro sintoma de corrimento, procure um médico ginecologista.
O diagnóstico é feito em consulta ao ginecologista, no qual o médico fará o exame clínico para diagnosticar através dos sintomas e aspecto do corrimento qual sua possível causa e qual o melhor tratamento. Caso o exame clínico não seja suficiente, o ginecologista poderá realizar outros exames, como a medida do pH vaginal, análise microscópica do corrimento ou uma bacterioscopia vaginal para verificar as causas da secreção alterada. O Papanicolau é o mais popular exame complementar ginecológico e consiste na coleta de material do colo do útero com uma espátula especial. O material coletado é colocado em uma lâmina e analisado por uma citopatologista por meio de um microscópio. O achado de micro organismos atípicos no exame de Papanicolaou nem sempre indica a presença de doenças porém é mais uma ferramenta de diagnóstico. Já a Análise Microscópica do Corrimento ou Bacterioscopia é realizada por meio da coleta da secreção vaginal que será analisada microscopicamente em busca de fungos e bactérias, como por exemplo, o fungo causador da candidíase.
Apesar de todos os transtornos, é possível tratar o corrimento. Em primeiro lugar, é preciso procurar um ginecologista que identificará o causador da secreção excessiva para assim tratá-la. Além de seguir o tratamento adotar as seguintes medidas preventivas: – evitar passar por situações de estresse – usar antibióticos apenas quando forem indicados pelo médico – evitar roupas apertadas e com tecidos sintéticos – manter a região genital sempre higienizada – preferir sabonetes próprios para higiene íntima e ter uma alimentação saudável.

DSTs

As doenças sexualmente transmissíveis (DST), também chamadas de infecções sexualmente transmissíveis (IST), são doenças causadas por micro-organismos transmitidos durante o contato íntimo, por isso devem ser evitadas com o uso de preservativos. Estas infecções causam sintomas muito incômodos na mulher, como ardência, corrimento vaginal, mau cheiro ou surgimento de feridas na região íntima.

Classificam-se como:

• Obrigatoriamente de transmissão sexual;
• Frequentemente transmitida por contato sexual;
• Eventualmente transmitida por contato sexual.

* O não uso da camisinha é a principal causa do contágio.

As doenças mais conhecidas são:

Gonorreia – Infecção causada por bactéria. Na mulher, tem aspecto clínico variado, desde formas quase sem sintomas até vários tipos de corrimento amarelados e com odor forte na vagina (vaginite) e uretra.

Sífilis – É uma infecção causada por bactéria. No homem e na mulher, 20 a 30 dias após o contato sexual, surge uma pequena ferida (úlcera) em um dos órgãos genitais (pênis, vagina, colo do útero, reto).

Cancro mole ou bubão – É causado pela bactéria Haemophilus ducrey. Nesse caso, surgem várias feridas nos genitais (que são doloridas) e na virilha. A secreção dessas feridas pode contaminar diretamente, sem ter relações sexuais, outras pessoas e outras partes do corpo.

Tricomoníase – É causada pelo protozoário Trycomona vaginalis. Na mulher causa corrimento amarelo, fétido, com cheiro típico, que pode causar irritação urinária. Não há sintomas em homens.

Herpes genital – É causado por vírus. Em ambos os sexos surgem pequenas bolhas que se rompem e causam ardência ou queimação, e cicatrizam sozinhas. O contágio sexual só ocorre quando as bolhas estão no pênis, vagina ou boca.

Condiloma acuminado ou crista de galo – É causado pelo HPV, uma virose que está relacionada ao câncer de colo do útero e ao câncer do pênis. Inicialmente, é caracterizado por uma pequena verruga nos órgãos genitais tanto do homem como da mulher. O tratamento deve ser realizado em conjunto pelo casal.

Candidíase – É a infecção causada por micose ou fungo chamada de Candida albicans, que produz corrimento semelhante a leite coalhado, que causa muita coceira e afeta 20 a 30% das mulheres jovens e adultas. No homem dá coceira no pênis, vermelhidão na glande e no prepúcio. Deve-se tratar o casal. Pode não ser uma doença adquirida por transmissão sexual.

Clamídia – É considerada atualmente a doença sexualmente transmissível de maior incidência no mundo, podendo atingir homens e mulheres em qualquer fase de suas vidas, desde que nasçam de mães contaminadas ou durante o contato sexual. Nas mulheres, a porta de entrada é o colo uterino. O sintoma, quando ocorre, é um discreto corrimento.

Diagnóstico
Exames
Prevenção
Tratamentos
Cuidados
Como lidar com uma DST
Um diagnóstico confiável das doenças sexualmente transmissíveis (DST) somente pode ser feito depois da realização de exames específicos, prescritos pelo médico. O diagnóstico precoce de qualquer doença pode fazer a diferença no tratamento.
Existem vários exames para diagnosticar as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Eles podem ser realizados por rotina, para checagem após algum comportamento de risco, ou quando você perceber algum sintoma ginecológico diferente. Durante o exame clínico, o médico ginecologista leva em conta diversos fatores para fazer a avaliação da paciente. Isso inclui a investigação sobre os sintomas apresentados, o histórico pessoal de doenças e atividade sexual, os resultados de exames anteriores, os hábitos de saúde e a prática sexual. Todas essas informações ajudarão a compor o quadro individual de saúde. Os exames ginecológicos de consultório já permitem ao médico levantar algumas hipóteses sobre o que pode estar causando a alteração vaginal percebida pela paciente – corrimentos, verrugas, ardência, prurido, entre outros. Colhendo as “pistas” que indicam a possibilidade de uma doença sexualmente transmissível, o profissional pode prescrever os exames necessários para o diagnóstico preciso. Esses indícios têm relação com a observação dos sintomas, por isso é importante toda mulher conhecer os sinais normais do próprio corpo ao longo do ciclo menstrual – e assim poder perceber quando algo não está bem. Entre o início e o final do ciclo, ocorrem alterações importantes que podem ser conhecidas por cada mulher, como por exemplo a variação da secreção vaginal. O muco geralmente varia em cor, cheiro, consistência e quantidade em cada período. Conhecendo as secreções normais, é possível identificar mais facilmente a secreção vaginal patológica, ou corrimento. Para realizar os exames de DST, é possível recorrer aos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). Os CTA são serviços de saúde que realizam ações de diagnóstico e prevenção das DSTs. Neles, é possível realizar gratuitamente testes para HIV, sífilis e hepatites B e C. Segundo o site do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o atendimento nesses centros é inteiramente sigiloso e oferece a quem faz o teste a possibilidade de ser acompanhado por uma equipe de profissionais de saúde. Eles vão orientar a paciente sobre o resultado final do exame, independente de ser positivo ou negativo. Quando os resultados são positivos, os CTA são responsáveis por encaminhar as pessoas para tratamento nos serviços de referência.
Quando se fala em prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), existem duas estratégias principais: a primária e a secundária. A primeira diz respeito à prevenção do contágio pelas DSTs, o que basicamente se faz pelo uso correto da camisinha masculina ou feminina em todo contato sexual. A segunda tática da prevenção se refere às pessoas já contaminadas, que precisam ser diagnosticadas e receber orientação correta, evitando a complicação da doença e a transmissão para seus parceiros. Esse cuidado é muito importante, pois uma vez diagnosticada uma enfermidade, ela precisa ser tratada, de modo a minimizar seus efeitos.
Cada doença sexualmente transmissível (DST) tem um tipo de tratamento específico, dependendo muitas vezes do tipo de infecção que se trata. As DSTs podem ser causadas por bactérias, fungos ou vírus, e muitas delas não apresentam sintomas. Desse modo, é fundamental realizar exames de rotina, além de usar o preservativo para prevenir a contaminação. Entre as gestantes, o não tratamento de DSTs pode gerar abortos espontâneos, natimortos, baixo peso ao nascer, infecção congênita e perinatal. Para saber qual é o procedimento indicado no caso de qualquer doença, é preciso que ela seja identificada por um médico. O diagnóstico precoce pode ser muito útil para o processo de cura, sendo recomendado consultar um especialista assim que aparecer qualquer sintoma, além de realizar os exames de rotina.
O cuidado principal no que se refere à prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) é simples: use camisinha. O preservativo, feminino ou masculino, protege contra a grande maioria das DSTs, garantindo um sexo seguro e sem preocupações. Além disso, previne a gravidez indesejada.
É possível ter uma vida saudável e prazerosa depois da descoberta de uma doença sexualmente transmissível (DST). Com informação e responsabilidade, as doenças podem ser contidas. Além disso, muitas delas têm cura, e quanto mais precoce o diagnóstico, mais facilitado fica o tratamento. O diagnóstico de uma DST pode trazer desconforto, baixa autoestima e ansiedade. Alguns casais enfrentam, ainda, crises de confiança quando descobrem uma doença. Em uma pesquisa feita no Ambulatório de Colposcopia da Santa Casa de São Paulo, 69% e 66% das mulheres entrevistadas relataram sentir preocupação e medo, devido ao aparecimento de verrugas genitais. Em seguida, apareceram os sentimentos de raiva (31%), tristeza (28%), vergonha (24%), culpa (17%), surpresa (14%) e impotência (7%). Apenas 3% sentiram indiferença. 41% delas tiveram alteração na atividade sexual por causa das verrugas, embora menos da metade (49%) tenha dito que passou a usar preservativos em todas as relações sexuais após o diagnóstico de contaminação pelo HPV. Uma em cada cinco mulheres relatou, ainda, conflito com o parceiro, relacionando a doença com infidelidade. Assim, podemos ver que não é fácil descobrir uma DST. Nesses momentos delicados, é importante ter calma e buscar o apoio de pessoas de confiança, que podem ajudar você a enfrentar essa situação. É importante ter em mente que todas as pessoas estão sujeitas a pegar uma DST, e essas chances aumentam muito com comportamento de risco – como transar sem camisinha. Abrir mão do preservativo, mesmo em uma relação estável, é estar suscetível ao contágio por doenças que, às vezes, nem a outra pessoa sabe que tem. Previna-se.

Endometriose

Doença caracterizada pela presença do endométrio – tecido que reveste o interior do útero – fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve: trompas, ovários, intestinos e bexiga. Todos os meses, o endométrio fica mais espesso para que um óvulo fecundado possa se implantar nele. Quando não há gravidez, esse endométrio que aumentou descama e é expelido na menstruação. Em alguns casos, um pouco desse sangue migra no sentido oposto e cai nos ovários ou na cavidade abdominal, causando a lesão endometriótica.
Sintomas
Exames
Prevenção
Tratamentos
Os principais sintomas da endometriose são dor e infertilidade. Aproximadamente 20% das mulheres têm apenas dor, 60% têm dor e infertilidade, e 20% apenas infertilidade. Existem mulheres que sofrem dores incapacitantes e outras que não sentem nenhum tipo de desconforto. A dor da endometriose pode se manifestar como uma cólica menstrual intensa, ou dor pélvica/abdominal à relação sexual, ou dor “no intestino” na época das menstruações, ou, ainda, uma mistura desses sintomas. Existem mulheres que sofrem dores incapacitantes e outras que não sentem nenhum tipo de desconforto. Entre os sintomas mais comuns estão: • Cólicas menstruais intensas e dor durante a menstruação; • Dor pré-menstrual; • Dor durante as relações sexuais; • Dor difusa ou crônica na região pélvica; • Fadiga crônica e exaustão; • Sangramento menstrual intenso ou irregular; • Alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação; • Dificuldade para engravidar e infertilidade. A dor da endometriose pode se manifestar como uma cólica menstrual intensa, ou dor pélvica/abdominal à relação sexual, ou dor “no intestino” na época das menstruações, ou, ainda, uma mistura desses sintomas.
Ultrassonografia transvaginal – Procedimento de menor custo, que permite a identificação de endometriomas, aderências pélvicas e endometriose profunda. Ressonância magnética – Exame mais caro, a ressonância magnética apresenta melhores taxas de sensibilidade e especificidade na avaliação de pacientes com endometrioma e endometriose profunda. Outros exames complementares ainda podem ser solicitados pelo médico, como a ultrassonografia transretal, a ecoendoscopia retal e a tomografia computadorizada. Após a identificação de alguma alteração, o médico poderá optar por realizar uma biópsia da lesão encontrada, de modo a confirmar o diagnóstico. Essa avaliação será realizada por meio de exames chamados laparoscopia e laparopotomia. Laparoscopia – Permite tanto o diagnóstico como o tratamento da paciente. O procedimento é realizado através de pequenas incisões na barriga, e a introdução de instrumentos telescópicos para a visualização, e se for o caso, para a retirada das lesões. A laparoscopia também permite a coleta de material para avaliação histológica e o tratamento cirúrgico das lesões. O ideal é que seja realizado após o término da fase de avaliação por meio dos métodos de imagem, permitindo que o diagnóstico e o tratamento possam ser feitos de maneira integrada – e evitando, assim, múltiplos procedimentos. A Laparoscopia é mais vantajosa que a Laparotomia, porque envolve um menor tempo de hospitalização, anestesia e recuperação, além de permitir uma melhor visualização dos focos da doença. Laparotomia – É o procedimento tradicional e considerado mais invasivo em comparação à Laparoscopia. Envolve uma incisão abdominal maior para acessar os órgãos internos, e pode ser indicada pelo médico dependendo das necessidades da paciente.
Não há consenso médico sobre as causas que levam ao desenvolvimento da endometriose, de modo que ainda é difícil falar diretamente em prevenção. Entretanto, diversos estudos sobre as características das mulheres que têm a doença ajudam a medicina a se aproximar de maiores respostas. Enquanto alguns fatores de risco para a endometriose são bem conhecidos, ainda não é claro como determinados comportamentos, tais como o uso de determinados medicamentos, drogas, entre outros fatores, poderiam aumentar ou diminuir as chances de desenvolver a doença. Alguns estudos associam o padrão menstrual à ocorrência de endometriose: pacientes com fluxo mais intenso e mais frequente teriam mais risco de apresentar a doença. Com um debate científico ainda bastante acalorado sobre as causas da endometriose, o melhor que as pacientes podem fazer para manter a saúde em dia é consultar regularmente o ginecologista. Observar os sintomas e conhecer seu corpo também são atitudes que ajudam a perceber alterações, indicando a necessidade de voltar mais cedo ao consultório.
Dois tipos de tratamento podem ser usados para combater as dores da endometriose: medicamentos ou cirurgia. Tratamento cirúrgico: Nesse procedimento, a endometriose é removida por meio de uma cirurgia chamada laparoscopia. Em alguns casos, é possível eliminar apenas os focos da doença ou as complicações que ela traz – como cistos, por exemplo. No entanto, em situações mais sérias, o procedimento precisará até remover os órgãos pélvicos afetados pela enfermidade. Dependendo das condições da doença, é possível recorrer a tratamento por laparoscopia, com laser. Também é possível a realização da videolaparoscopia, na qual diagnosticará o número de lesões, aderências, a obstrução tubária e já tratar a doença. Tratamento com medicamentos: Existem diversos medicamentos disponíveis no mercado para tratar a endometriose, como: analgésicos, anti-inflamatórios, análogos de GNHR, Danazol e Dienogeste. Atualmente também é possível reduzir os sintomas utilizando o DIU com levonorgestrel. Não existe cura permanente para a endometriose. O objetivo do tratamento é aliviar a dor e amenizar os outros sintomas, como favorecer a possibilidade de gravidez e diminuir as lesões endometrióticas.

Infecção Urinária

Infecção urinária é a presença anormal de microrganismos em alguma região do trato urinário. Algumas pessoas, especialmente mulheres, podem apresentar bactérias no trato urinário e não desenvolverem infecção urinária, chamadas de bacteriúria assintomática. As principais causas são a relação sexual e a presença das bactérias do trato gastrointestinal que migram por via ascendente da região perineal até a bexiga. Raramente ocorre pela via hematogênica (circulação sanguínea). Essa doença possui dois tipos: a cistite e a pielonefrite. A cistite é quando a infecção afeta a bexiga, enquanto a pielonefrite afeta o rim. Essa última possui sintomas mais severos. A doença, que possui incidência de 80% a 90% em mulheres, é mais prevalente na idade reprodutiva e nas mulheres que estão na menopausa, devido à queda do estrogênio e de micro-organismos que protegem a região íntima.
Sintomas
Diagnóstico
Exames
Prevenção
Tratamentos
Como lidar com uma
Nem sempre uma pessoa com infecção urinária apresenta sintomas, mas quando surgem, os mais comuns são: Ardência forte ao urinar Forte necessidade de urinar, mesmo tendo acabado de voltar do banheiro Urina escura Urina acompanhada de sangue Urina com cheiro muito forte Dor pélvica Dor no reto Aumento da frequência de micções Incontinência urinária. Os sintomas variam de acordo com o tipo de infecção.
O diagnóstico da infecção urinária é realizado em consultório pela escuta das queixas do paciente e pelo exame físico realizado em consultório. A comprovação da infecção é realizada pelo exame de urina e determinação da quantidade de bactérias presentes na amostra coletada. Se o resultado for superior a 100 mil bactérias por mililitro é diagnosticada a infecção urinária. O tipo de bactéria causadora da infecção e o antibiótico apropriado para o tratamento são determinados pela cultura de urina (urocultura). Dependendo do nível da infecção e do histórico do paciente, o médico pode solicitar outros exames para investigar o aparelho urinário. Podem ser solicitados exames como ultrassom do abdômen e da pelve, urografia excretora, cintilografia renal e outros exames de imagem, tais como tomografia do abdômen. Apesar de não ser uma enfermidade específica do sexo masculino ou feminino, as mulheres estão mais predispostas a terem infecção urinária, pois sua uretra é mais curta e mais próxima do ânus, favorecendo o contágio por bactérias provenientes das fezes. Por esse motivo, é extremamente importante ter atenção à higiene dessa região. Se sentir ardência ou dor ao urinar procure seu médico. A infecção urinária deixada sem tratamento pode comprometer diversos órgãos do trato urinário.
Para diagnosticar adequadamente a infecção urinária, o especialista pode solicitar a urocultura com antibiograma – exame realizado em laboratório. O antibiograma é um teste de sensibilidade a fim de identificar a sensibilidade a certos antibióticos do agente causador da doença.
Para prevenir a infecção urinária recomendam-se algumas medidas a serem realizadas no dia a dia. Confira abaixo: Ingestão de líquidos em grande quantidade; Não reter urina; Corrigir alterações intestinais como diarreia ou obstipação; Micção antes e após relação sexual; Estrógeno para as mulheres na pós-menopausa sem contraindicação hormonal; Evitar o uso do diafragma e espermicidas; Tratamento adequado do diabetes mellitus.
Para a infecção urinária do tipo cistite é possível o tratamento com antibiótico de dose única, de curta duração (três dias) ou de longa duração (sete a dez dias). Já o do tipo pielonefrite, a indicação é o uso do medicamento de longa duração. Como no caso do corrimento vaginal, a idade e o modo de vida da paciente devem ser levados em consideração para a escolha do tratamento.
Em alguns casos a infecção se torna recorrente e conviver com esse problema não é nada fácil. Alguns fatores aumentam as chances da doença reaparecer, como o diabetes, retenção urinária, uso de sondas inseridas no trato urinário, incontinência fecal e urinária, cálculos renais e gravidez. Para evitar que a infecção urinária se torne uma doença recorrente o ideal é fazer um acompanhamento médico a fim de tratar causas que predisponham seu surgimento, beber bastante água e evitar a retenção urinária além de lembrar de urinar após as relações sexuais.

HPV

HPV é um vírus que atinge a pele e as mucosas, podendo causar verrugas ou lesões percursoras de câncer, como o câncer de colo de útero, garganta ou ânus. O nome HPV é uma sigla inglesa para “Papiloma vírus humano” e cada tipo de HPV pode causar verrugas em diferentes partes do corpo. O HPV é um vírus que se transmite no contato pele com pele, por isso pode ser considerado uma doença sexualmente transmissível. No primeiro contato sexual 1 em cada 10 meninas chega a entrar em contato com o vírus. Conforme o tempo passa, entre 80 e 90% da população já entrou em contato com o vírus alguma vez na vida, mesmo que não tenha desenvolvido lesão. Mas é importante lembrar que mais de 90% das pessoas conseguem eliminar o vírus do organismo naturalmente, sem ter manifestações clínicas. O HPV pode ser controlado, mas ainda não há cura contra o vírus. Quando não é tratado, torna-se a principal causa do desenvolvimento do Câncer de colo do útero. 99% das mulheres que possuem Câncer de colo do útero foram infectadas por esse vírus.
Sintomas
Diagnóstico
Exames
Prevenção
Tratamentos
Como lidar com HPV
O HPV pode ser assintomático, sintomático clínico e subclínico. Quando sintomático clínico, um dos principais sinais da doença é o aparecimento de verrugas genitais na vagina, pênis e ânus. A depender de cada organismo podem se espalhar rapidamente, podendo se estender ao clitóris, ao monte de Vênus e aos canais perineal, perianal e anal. Essas lesões também podem aparecer na boca e na garganta do homem e da mulher. Nos homens, a maioria das lesões se encontra no prepúcio, na glande e no escroto. As verrugas apresentam um aspecto de uma couve-flor. Já os sintomas do HPV subclínico (não visível a olho nu) podem aparecer como lesões no colo do útero, na região perianal, pubiana e ânus.
O HPV pode ser diagnosticado através do exame ginecológico e de exames laboratoriais, como Papanicolau, colposcopia, peniscopia e anuscopia. Deve-se realizar diagnóstico diferencial com outras lesões papilomatosas, incluindo variações anatômicas (glândulas sebáceas, pápulas perláceas do pênis), outras doenças infecciosas e neoplasias.
O HPV pode ser identificado por meio de lesões que aparecem ao longo do trato genital, podendo chegar até o colo do útero. Ao perceber essas alterações nos exames ginecológicos comuns, o médico poderá solicitar mais exames para confirmar o diagnóstico. Conheça os principais: Papanicolau: exame preventivo mais comum, detecta as alterações que o HPV pode causar nas células e um possível câncer, mas não é capaz de diagnosticar a presença do vírus. Recomenda-se que as mulheres realizem anualmente a partir dos 25 anos. Com dois resultados negativos, a periodicidade do exame pode ser a cada três anos, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. Colposcopia: feito com um aparelho chamado colposcópio, que aumenta a visão do médico de 10 a 40 vezes, o exame permite a identificação de lesões na vulva, na vagina e no colo do útero. A colposcopia é indicada nos casos de resultados anormais do exame de Papanicolau, para saber a localização precisa das lesões precursoras do câncer de colo do útero. Após a identificação das regiões com suspeita de doença, remove-se um fragmento de tecido (biópsia) para confirmação diagnóstica. Detecção molecular do HPV Captura Híbrida: é um teste qualitativo de biologia molecular. A técnica investiga a presença de um conjunto de HPV de alto risco, mesmo antes da manifestação de qualquer sintoma, por meio da detecção de seu DNA, confirmando ou descartando a existência da infecção do vírus. Para realizá-la, o médico deve obter material da região genital ou anal por meio de uma escovinha especial, que é enviada para análise laboratorial. PCR (reação da cadeia de polimerase): por meio de métodos de biologia molecular com alta sensibilidade, esse teste detecta a presença do genoma dos HPV em células, tecidos e fluidos corporais. É capaz de identificar a presença de praticamente todos os tipos de HPV existentes.
Para evitar o aparecimento do HPV recomendam-se os seguintes cuidados: Uso de camisinha masculina, para todos os tipos de relações sexuais (oral, anal, genital); Uso de camisinha feminina; Vacina quadrivalente (previne contra o HPV 6,11,16 e 18) ou bivalente (contra o HPV 16 e 18); Rotina do exame preventivo (Papanicolau); Evitar fumar, beber em excesso e usar drogas, pois essas atividades debilitam o sistema de defesa do organismo, tornando a pessoa mais susceptível ao HPV.
Verrugas genitais O tratamento para as verrugas genitais é bastante trabalhoso, já que elas podem voltar a aparecer várias vezes em até 50% dos casos, exigindo muitas aplicações, ao longo de semanas ou meses. É importante ter disciplina e paciência. Pode ser feito por laser, crioterapia (congelamento) ou cirurgia com uso de anestésicos locais. Podem ser utilizadas substâncias químicas diretamente nas verrugas, como a podofilina e seus derivados, e o ácido tricloroacético. Além disso, existem compostos que estimulam o sistema imune quando aplicados topicamente. Câncer de colo de útero O tratamento depende do estágio do câncer. Em alguns casos em que o câncer está restrito ao revestimento do colo do útero, o médico pode conseguir removê-lo completamente, por meio de bisturi ou excisão eletrocirúrgica. Como o câncer pode reincidir, os médicos aconselham as mulheres a retornarem ao controle e à realização do exame de Papanicolau e da colposcopia a cada seis meses. Quando o câncer se encontra em um estágio mais avançado, a histerectomia radical (cirurgia para a retirada do útero e das estruturas adjacentes) e a remoção dos linfonodos são necessárias. A radioterapia é altamente eficaz no tratamento do câncer de colo do útero avançado que não se disseminou além da região pélvica. Apesar de a radioterapia geralmente não provocar muitos problemas imediatos, pode irritar o reto e a vagina. Uma lesão tardia da bexiga ou do reto pode ocorrer e, geralmente, os ovários deixam de funcionar. Quando há disseminação do câncer além da pelve, a quimioterapia é algumas vezes recomendada.
A infecção genital por HPV por si só não contraindica uma gravidez. Se existirem lesões induzidas pelo HPV (tanto verrugas genitais como lesões em vagina e colo), o ideal é tratar primeiro e depois engravidar. Se ocorrer a gravidez na presença dessas lesões, não existem grandes problemas; porém, as verrugas podem se tornar maiores em tamanho e quantidade devido ao estímulo hormonal característico da gestação. Nessa situação, podem existir maiores dificuldades no tratamento, e o médico avaliará se é possível a realização de parto normal ou não. Existe a possibilidade de o HPV ser transmitido para o feto ou recém-nascido e causar verrugas na laringe do recém-nascido e/ou verrugas na genitália. O risco parece ser maior nos casos de lesões como as verrugas genitais. Mesmo nesses casos, o risco de ocorrer esse tipo de transmissão é baixo. É muito importante que a gestante informe ao seu médico, durante o pré-natal, se ela ou seu parceiro sexual já tiveram ou têm HPV.

Mioma

Miomas ou fibromas são tumores benignos do útero, consistindo em uma desordem hormonal que causa um enovelamento das fibras musculares e assim, forma nódulos nesse órgão. Geralmente, localizam-se no trato genital. Possuem uma coloração esbranquiçada e sua consistência é firme. Em sua maioria, os miomas são múltiplos.
Causa
Sintomas
Diagnóstico
Tratamentos
O estrogênio é o principal causador dessa doença. Por isso, a maior incidência de miomas ocorre no período máximo da reprodutividade feminina, até a chegada da menopausa.
A maioria das mulheres não apresentam os sintomas da doença, mas dependendo do tamanho, da quantidade e da localização do mioma é possível apresentar os seguintes sintomas: Sangramento uterino anormal; Pressão na bexiga; Dor no abdômen; Dor lombar; Dificuldade para engravidar; Dor pélvica com hemorragia.
Por se tratar de uma doença assintomática, cerca de 80% das mulheres descobrem que possuem miomas em exames regulares femininos, como ultrassom e exame ginecológico.
Os miomas devem ser tratados independentemente de apresentar sintomas ou não. O tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico e é realizado de acordo com o histórico de vida da paciente e da quantidade e tamanho dos nódulos. O tratamento medicamentoso pode ser feito com o uso de diversos medicamentos que podem ser tanto de uso oral como injetáveis. Caso a mulher tenha mais de 35 anos e possua filhos, um dos tratamentos indicados é a histerectomia, que consiste na retirada do útero com os miomas, por meio da laparoscopia, videolaparoscopia ou via vaginal. Quando a mulher deseja manter o útero, pode se optar pelo tratamento medicamentoso ou retirar somente os miomas, mas com grandes possibilidades de futuramente crescerem novos miomas. Nesse caso, é indicado também o uso de medicamentos que bloqueiam a produção de hormônios. Mulheres que desejam engravidar devem receber um tratamento especial, pois os miomas podem prejudicar a fertilidade, podendo levar a um aborto. Quando a mulher consegue engravidar, os fibromiomas não podem ser retirados, mas deve-se tomar cuidado, pois podem induzir ao parto prematuro devido ao seu aumento volumétrico. Após o parto, eles devem ser removidos. Em último caso, quando a mulher não deseja realizar uma cirurgia, o tratamento indicado é a embolização, que obstrui as artérias do útero com partículas sólidas que reduzirão a nutrição dos miomas e assim, diminuindo o volume uterino e a quantidade dos nódulos.

Osteoporose

Osteoporose é a perda acelerada de massa óssea, que ocorre durante o envelhecimento. Essa doença provoca a diminuição da absorção de minerais e de cálcio. Três em cada quatro pacientes são mulheres, principalmente as que estão na fase pós-menopausa. A fragilidade dos ossos nas mulheres é causada pela ausência do hormônio feminino, o estrogênio, que os tornam porosos como uma esponja. É a maior causa de fraturas e quedas em idosos.

Os principais fatores de risco de desenvolvimento dessa doença são:

• Pele branca; • Histórico familiar de osteoporose; • Vida sedentária; • Baixa ingestão de Cálcio e /ou vitamina D; • Fumo ou bebida em excesso; • Medicamentos, como anticonvulsivantes, hormônio tireoideano, glocorticoides e heparina; • Doenças de base, como artrite reumatoide, diabetes, leucemia, linfoma. Os locais mais afetados por essa doença são a coluna, o pulso e o colo do fêmur, sendo este último o mais perigoso. É considerada o segundo maior problema de saúde mundial, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares.
Sintomas
Diagnóstico
Exames
Tratamentos
Além das fraturas nos ossos e quedas, a perda de massa óssea pode provocar os seguintes sintomas: – Dor crônica ou sensibilidade óssea; – Diminuição de estatura com o passar do tempo; – Dor na região lombar devido a fraturas dos ossos da coluna vertebral; – Dor no pescoço devido a fraturas dos ossos da coluna vertebral; – Deformidades; – Perda de qualidade de vida e/ou desenvolvimento de outras doenças, como pneumonia; – Fraturas nas vértebras, provocando problemas gastrintestinais e respiratórios. – As fraturas de quadril podem levar à imobilização da paciente, e requerer cuidados de enfermagem por longo prazo. – Postura encurvada ou cifótica. A osteoporose é uma doença silenciosa, que dificilmente dá qualquer tipo de sintoma e se expressa por fraturas com pouco ou nenhum trauma, mais frequentemente no punho, fêmur, colo de fêmur e coluna.
É diagnosticada geralmente após a ocorrência da primeira queda, pois os sintomas não são perceptíveis. A partir de uma análise clínica, o médico poderá dizer se a pessoa está em risco para osteoporose e poderá indicar a realização de alguns exames.
O principal exame para diagnosticar a osteoporose é a densitometria óssea. Ele mede a densidade mineral do osso da coluna lombar e no fêmur. O resultado divide-se em três classificações: normal, osteopenia e osteoporose.
Os tratamentos consideram que uma das melhores estratégias sejam as medidas preventivas que retardam ou evitam o desenvolvimento da doença. Para isso, durante a juventude deve-se melhorar o pico de massa óssea, reduzir as perdas ao longo da vida e evitar as quedas. As principais indicações de prevenção são: – Alimentação balanceada, com atenção para o cálcio dietético (leite e derivados); – Uso de medicamentos com ingestão de cálcio e vitamina D; – Exposição moderada ao sol, para que ocorra a síntese da vitamina D; – Prática regular de exercícios físicos, como caminhada – que estimula a formação óssea e previne a reabsorção; – Terapia hormonal (para mulheres). A prevenção da osteoporose é feita com hábitos saudáveis ao longo da vida. É muito importante adotá-los após a menopausa, já que a queda dos níveis do hormônio estrógeno acelera o processo de perda de densidade óssea, demandando maiores cuidados para prevenir a doença.

Ovários Policísticos

A Síndrome do Ovário Policístico, também conhecida pela sigla SOP, é um distúrbio endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais, levando à formação de cistos nos ovários que fazem com que eles aumentem de tamanho. É uma doença caracterizada pela menstruação irregular, alta produção do hormônio masculino (testosterona) e presença de micro cistos nos ovários. Sua causa ainda não é totalmente esclarecida. Acredita-se que ela tenha uma origem genética e estudos indicam uma possível ligação entre a doença e a resistência à ação da insulina no organismo, gerando um aumento do hormônio na corrente sanguínea que provocaria o desequilíbrio hormonal. É a alteração hormonal mais comum em mulheres na idade fértil podendo atingir de 7 a 20% dessas
Sintomas
Diagnóstico
Exames
Prevenção
Tratamentos
Como lidar com isso
A falta crônica de ovulação ou a deficiência dela é o principal sinal da síndrome. Outros sintomas que também podem ajudar a disgnosticar a condição: – Atrasos na menstruação (desde a primeira ocorrência do fluxo); – Aumento de pelos no rosto, seios e abdômen; – Obesidade; – Acne. Em casos mais graves, pode predispor o desenvolvimento de diabetes, doenças cardiovasculares, infertilidade e câncer do endométrio.
O diagnóstico é feito através do exame clínico, ultrassom ginecológico e exames laboratoriais. Através da ultrassonografia da pelve, a doença pode ser percebida pelo aparecimento de ovários de volume aumentado e pela presença de mais de 10 folículos de pequenas dimensões (cistos) ao mesmo tempo na superfície de cada ovário. Não sendo a mulher virgem, deve-se dar preferência à técnica de ultrassonografia transvaginal. Esses resultados não se aplicam a mulheres que estejam tomando pílula anticoncepcional. Se houver um folículo dominante ou um corpo lúteo, é importante repetir o ultrassom em outro ciclo menstrual para realizar o diagnóstico corretamente. Um importante exame laboratorial a ser realizado é a dosagem da testosterona total, nessa síndrome os hormônios masculinos tendem a ser mais elevados que o normal. Outros hormônios devem ser dosados bem como a dosagem da glicemia sérica e curva de insulina que podem se alterar também. Mulheres que apresentam apenas sinais de ovários policísticos ao exame de imagem sem desordens de ovulação ou hiperandrogenismo (aumento dos níveis dos hormônios masculinos) não devem ser consideradas como mulheres com síndrome dos ovários policísticos.
O diagnóstico pode ser feito através da história e do exame físico, porém existem diversos exames que auxiliam no diagnóstico da síndrome. Sinais e sintomas da SOP como surgimento de pelos em maior quantidade e com características e distribuição masculinas, acne, aumento da oleosidade da pele, irregularidade menstrual ou ausência de menstruação, dificuldade de engravidar entre outros podem sugerir o diagnóstico. O exame de sangue auxilia na verificação dos níveis de hormônios como estrogênio, folículo estimulante (FSH), luteinizante (LH), testosterona, tireoide e prolactina. A SOP pode contribuir para o surgimento de muitas doenças também como: Diabetes, alterações do colesterol, aumento do peso e da pressão arterial podendo até causar câncer de útero se não for adequadamente tratada.
Para prevenir a síndrome dos ovários policísticos é recomendada uma dieta leve e completa, acompanhada de exercícios físicos. Mulheres que estão acima do peso, têm glicemia, pressão arterial e taxa de colesterol elevadas fazem parte do grupo de risco da doença, por isso precisam se prevenir seguindo uma dieta saudável, praticando exercícios físicos e realizando acompanhamento ginecológico anual.
Os principais tratamentos são: – Anticoncepcionais orais – Cirurgia – Antidiabetogênicos orais – Dieta e atividade física – Essas pacientes devem ser orientadas em relação à dieta e atividade física, simultaneamente com as medidas terapêuticas. – Indução da ovulação Somente o médico e a paciente poderão juntos avaliar o melhor tratamento de acordo com a fase e estilo de vida da pessoa que convive com essa condição.
Para conviver bem com a síndrome dos ovários policísticos é fundamental realizar uma mudança no estilo de vida. Uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas e minerais, é o primeiro passo. Praticar exercícios físicos com regularidade também é uma ferramenta poderosa para conviver em paz com a SOP, já que a doença agravada por certos fatores, tais como obesidade, diabetes e colesterol alto. Perder peso quando se tem a síndrome favorece a queda das taxas dos hormônios masculinos e com isso melhora a função ovariana e a diminuição dos danos à fertilidade feminina que podem ser causados pela enfermidade. Além disso, ao diminuir a taxa dos hormônios masculinos, os sintomas como acne, pelos no rosto e cólicas também são atenuados. O tratamento hormonal, entre eles os contraceptivos hormonais orais, também podem ajudar as mulheres a viverem melhor com a SOP. Esses medicamentos ajudam a regular os ciclos menstruais e reduzem o risco do desenvolvimento de câncer do endométrio (tecido que reveste o útero internamente). Se você tem a síndrome dos ovários policísticos procure o quanto antes o seu ginecologista, pois apenas um especialista poderá analisar seu caso e indicar o melhor tratamento. Afinal, é possível sim conviver bem com a SOP.

Tricomoníase

É uma infecção genital causada pelo protozoário Trichomonas Vaginalis. Sua transmissão ocorre por meio das relações sexuais ou contato íntimo com secreções de uma pessoa contaminada. Pode ser transmitida por mulher/homem e mulher/mulher. Em geral, afeta mais as mulheres. O Trichomonas vaginalis é um parasita que só infecta o ser humano; costuma viver na vagina ou na uretra, mas pode também ser encontrado em outras partes do sistema geniturinário. Por viver principalmente na parte interna da vagina, essa doença causa microlesões e dores, e pode até levar ao desenvolvimento de outras DSTs.
Sintomas
Diagnóstico
Exames
Prevenção
Tratamentos
Os sintomas costumam iniciar durante ou após a menstruação. Entretanto, em alguns casos, essa doença pode permanecer meses sem apresentar nenhum sintoma, dificultando o tratamento após a descoberta. Os principais sintomas para detectar a tricomoníase são: – Corrimento amarelado ou amarelo-esverdeada; – Coceira; – Odor forte e desagradável; – Irritação vulvar; – Dor; – Dificuldade de urinar.
O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais como coleta da secreção vaginal, cultura de secreção ou PCR, exame de sangue que avalia se há infecção no organismo e também pode ser realizado através do exame de consultório Papanicolau.
Os exames clínicos são feitos com base na avaliação dos sintomas, na análise e aspecto da secreção vaginal. Por meio de um microscópio o médico verifica a possível presença de protozoários.
Sendo uma doença sexualmente transmissível, a melhor forma de prevenção é o uso de preservativo em todas as relações sexuais.
O tratamento da Tricomoníase tem como objetivo erradicar o agente causador. A primeira medida indicada é a abstinência sexual, pois é necessário um reequilíbrio do organismo para assim evitar o aumento, o desconforto e o surgimento de novas doenças. Também é indicado o uso de alguns medicamentos, sendo obrigatório o tratamento conjunto do parceiro sexual para evitar a reinfecção. Nas mulheres, é indicado também o tratamento oral, de dose única simultaneamente ao tratamento tópico, com o uso de creme vaginal.

Vaginose bacteriana

Vaginose Bacteriana é uma infecção genital causada por bactérias, principalmente pela Gardnerella Vaginalis. Não é considerada uma doença sexualmente transmissível para alguns especialistas, uma vez que algumas dessas bactérias podem ser encontradas habitualmente no ser humano. No entanto, a transmissão ocorre também pelo contato íntimo ou relação sexual. A Vaginose é a causa mais comum do corrimento genital e a segunda causa da candidíase. Essa infecção desencadeia um desequilíbrio da flora vaginal fazendo com que a concentração de bactérias aumente. Atualmente, a Vaginose Baceteriana é considerada uma proliferação maciça de uma flora mista, que inclui Gardnella Vaginallis, Peptoestreptococcus e Micoplasma hominis. Durante a menstruação, a Vaginose causa um odor desagradável e forte, pois nesse período a ação das bactérias aumenta. Essa doença ocorre principalmente em mulheres na idade reprodutiva, que usam DIU ou são fumantes.
Sintomas
Diagnóstico
Exames
Prevenção
Tratamentos
Como lidar com isso
– Corrimento branco–acinzentado; – Odor fétido; – Pequenas bolhas.
O diagnóstico da Vaginose é feito por exames clínicos em consultório e através do exame Papanicolau, podendo ser necessário uma cultura e testes imunológicos.
Normalmente é feito o exame clínico realizado em consultório pelo ginecologista através da análise especular, mas podem ser solicitados exames que analisem a secreção vaginal como bacterioscopia, cultura e análise do pH. O exame preventivo de Papanicolaou, em que é realizada a coleta de células da vagina e do colo por uma raspagem visa rastrear a presença de lesões precursoras do câncer de colo uterino, porém também pode ajudar a dar o diagnóstico de outras doenças como a vaginose bacteriana.
Apesar de não ser definida como uma DST – Doença Sexualmente Transmissível, a vaginose bacteriana pode ser transmitida via relação sexual. Por isso, é importante o uso da camisinha, seja masculina ou feminina, em todas as relações. Também é preciso que o parceiro realize uma consulta com o urologista para verificar se realmente não apresenta nenhum sintoma da doença, prevenindo assim uma reinfecção da mulher. É essencial dar uma atenção especial na hora da higiene íntima para não relaxar e nem exagerar na limpeza. Quando for ao banheiro sempre limpe a vagina da frente para trás a fim de não trazer as bactérias do ânus para o genital. Na hora do banho, evite fazer duchas vaginais e utilizar bidês, pois nesses locais podem existir bactérias que desequilibram o trato vaginal. Assim, a vaginose bacteriana ficará mais longe de você e sua saúde ginecológica ficará mais prevenida.
O tratamento indicado para a Vaginose Bacteriana é realizado à base de antibiótico, podendo ser por via oral ou de uso tópico com creme vaginal ou óvulos. O uso de qualquer medicamento é indicado apenas por um profissional.
O primeiro passo para acabar com o problema da vaginose bacteriana recorrente é manter uma vida com hábitos saudáveis como: dormir pelo menos oito horas por dia, praticar atividades físicas regulares e manter uma alimentação saudável. O corrimento provocado pela vaginose bacteriana tem odor desagradável. Por isso, realizar a higiene íntima de forma adequada para curar a enfermidade e evitar novas infecções. O vestuário também é peça importante do combate à vaginose recorrente. Prefira sempre calcinhas de algodão, pois esse tipo de tecido deixa a pele respirar melhor e, com isso, não há o aumento da temperatura da vagina E claro, nunca deixe de usar camisinha em todas as relações para evitar uma possível recontaminação.

Vulvite e Vulvovaginite

Vulvite e Vulvovaginite são inflamações da parte externa do órgão genital feminino (chamada vulva). Enquanto na vulvite a irritação se dá na vulva, na vulvovaginite ocorre na vulva e na vagina. São inflamações da vulva e da vagina, respectivamente, se manifestando pela vermelhidão, inchaço e ardor na região genital. A origem da enfermidade pode ser infecciosa, inflamatória, hormonal, por uso de produtos que provocam reações alérgicas, tratamentos quimioterápicos e falta da higiene íntima adequada. A menopausa também aumenta a predisposição à doença, com a queda dos hormônios e a consequente redução da secreção vaginal natural e a perda de elasticidade dos tecidos vaginais, a região lesiona-se com mais facilidade abrindo caminho para infecções.
Sintomas
Diagnóstico
Exames
Prevenção
Tratamentos
Como lidar com isso
Os sintomas mais comuns da vulvite e da vulvovaginite são: – Inflamação da vulva; – Vermelhidão; – Corrimento; – Prurido vulvar (coceira intensa na vulva). O que diferencia a vulvite e a vulvovaginite das outras doenças sexualmente transmissíveis são o tipo de irritação, a textura e a cor do corrimento.
Assim como nas doenças sexualmente transmissíveis, a vulvite é diagnosticada pelos exames ginecológicos, e se necessário, a vulvoscopia
O diagnóstico pode ser clínico através das queixas da paciente. Podendo ser necessária a realização de um exame chamado vulvoscopia, procedimento realizado com o aparelho chamado colposcópio, que permite a ampliação de até 40 vezes, possibilitando uma análise detalhada da vulva.
Para impedir o surgimento dessa doença, devem-se evitar os seguintes hábitos diários: – Ducha vaginal; – Uso de roupas justas na região genital; – Uso de roupas íntimas de tecidos sintéticos; – Sexo sem camisinha; – Sabonete perfumado e com PH elevado; – Uso de absorventes diários.
Os principais tratamentos são medicamentos orais e mudança de hábitos, porém somente um profissional em uma consulta formal poderá avaliar o melhor tratamento para cada caso.
A recorrência de infecções vaginais como vulvite e vulvovaginite tem origem em um possível desequilíbrio da flora vaginal causada por diversos motivos: queda da imunidade, alergias, estresse, uso de calcinhas de tecido sintético e roupas muitos justas que não permitem a respiração da pele, falta da higiene adequada e relações sexuais sem proteção. Além disso, caso ocorra crises por vulvite ou vulvovaginite em um curto espaço de tempo, procure o seu ginecologista com urgência, descreva o quadro, realize os exames ginecológicos indicados e siga o tratamento com rigidez, só assim será possível se livrar de vez dessa doença que incomoda tantas mulheres pelo mundo.

TPM

A TPM ou Síndrome pré-menstrual é o período cíclico que precede a menstruação. Nesse intervalo de tempo, podem aparecer sintomas psíquicos e físicos, que geralmente desaparecem no primeiro dia do fluxo menstrual. Em algumas mulheres, a TPM é interrompida somente com o fim do fluxo. A principal causa da TPM é a alteração hormonal feminina durante o período menstrual, que interfere no sistema nervoso central. Parece haver uma conexão entre os hormônios sexuais femininos, as endorfinas (substâncias naturais ligadas à sensação de prazer) e os neurotransmissores, tais como a serotonina. É importante ressaltar que essa síndrome acompanha a menstruação normal da mulher.
Sintomas
Diagnóstico
Tratamentos
Como lidar com a TPM
Os sintomas na TPM podem ser físicos ou emocionais causando desconforto na mulher. As principais características são: Sintomas Emocionais: – Raiva sem razão – Sentimentos perturbadores – Pouca concentração – Lapsos de memória – Baixa autoestima – Sentimentos violentos – Depressão; – Vontade de chorar; – Ansiedade; – Insônia; – Fome em excesso ou falta de apetite; – Compulsão por doces ou salgados – Vontade de comer guloseimas ou comidas diferentes – Sonolência; – Dificuldade de concentração; – Cansaço. Sintomas Físicos: – Dor de cabeça; – Acne; – Aumento de peso; – Inchaço nas mamas; – Dores osteomusculares; – Distensão gasosa; – Ganho de peso (por conta da retenção de líquido) – Inchaço abdominal – Sensibilidade e inchaço em mamas – Inchaço nas extremidades do corpo, como mãos e pés – Alteração nos hábitos intestinais – Aumento da frequência urinar – Fogachos ou sudorese fria – Dores generalizadas, incluindo cólicas – Náuseas – Acne – Reações alérgicas – Infecções do trato respiratório
O diagnóstico da tensão pré-menstrual costuma ser demorado, principalmente pela falta de exames que comprovem a sua existência. As mulheres que tem sintomas mais severos passam em diversos médicos e demoram anos para serem diagnosticadas com a combinação de sintomas que condizem com a fase do ciclo menstrual exata para serem diagnosticadas com TPM. Outra questão é que a maioria das mulheres que têm sintomas intensos de tensão pré-menstrual não procura ajuda médica por acreditarem que são normais ou por acreditarem que o médico não dará importância para a sua queixa. Apesar de não ter diagnóstico e tratamento exatos, a TPM pode ser caracterizada por um quadro de sintomas que podem ser amenizados por meio do tratamento correto.
O melhor caminho para o tratamento da TPM é consultar um médico ginecologista e descrever para ele todos os sintomas que a mulher sente antes e depois da menstruação. O tratamento busca reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida da paciente.
Realize atividades que proporcionem bem-estar Faça uma atividade física. Evite agendar compromissos importantes para os dias que antecedem a sua menstruação; Procure cuidar de seu corpo, mesmo que você não vá sair de casa. Afaste os pensamentos negativos, seja otimista e mentalize coisas boas; Procure fazer uma alimentação balanceada com verduras, frutas e legumes; Diminua o sal. Ele ajuda a desencadear os inchaços, pois contribui na retenção de líquidos; Redobre os cuidados com a pele. Evite o consumo excessivo de carboidratos e açúcares, como doces, chocolates e amendoim.

Tromboembolismo Venoso

Tromboembolismo venoso (TEV) é o termo empregado para designar a combinação de duas doenças, a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP). A trombose venosa profunda é uma doença causada pela formação de coágulos no interior das veias profundas, geralmente nos membros inferiores. E embolia pulmonar é a obstrução das artérias do pulmão causada pela formação de coágulos (trombo). É uma doença decorrente de condições variadas, adquiridas ou congênitas.
Sintomas
Tratamentos
Como lidar com o tromboembolismo venoso
O tromboembolismo venoso pode apresentar os seguintes sintomas: – Edema (inchaço); – Dor; – Calor; – Rubor (vermelhidão); – Rigidez da musculatura na região em que se formou o trombo; – Cor mais escura da pele; – Endurecimento do tecido subcutâneo; – Eczemas.
O tratamento do Tromboembolismo Venoso consiste em aliviar os sintomas agudos da doença, evitar o aumento dos coágulos e diminuir a morbidade da síndrome pós-trombótica. É indicado o uso de medicamentos intravenosos ou via oral.
Praticar exercícios leves é de fundamental importância para evitar o avanço da doença. Caminhar pelo menos 30 minutos todos os dias ativa a circulação sanguínea e aumenta o fluxo, impedindo a formação de novos trombos além de auxiliar na saúde do corpo como um todo. As meias de alta compressão são fiéis aliadas de quem já possui a doença e a intensidade do uso deve ser determinada e acompanhada pelo médico de acordo com o quadro clínico do paciente.