QUAL A IMPORTÂNCIA DA SAÚDE MENTAL PARA NOSSA VIDA?

Por Camila Tuchlinski

Que prazer começar esta coluna neste espaço, convidando todes que quiserem refletir mais sobre nossas emoções, comportamentos, as relações com as outras pessoas e com a sociedade. Pensei muito sobre o que gostaria de escrever nesse primeiro texto e decidi colocar em questão o porquê de, quase sempre, negligenciarmos a tal da saúde mental.

Quando estamos com dor no estômago, procuramos um gastroenterologista. Se estamos com hipertensão, buscamos um cardiologista. As mulheres vão ao ginecologista para cuidar de sua saúde; os homens, ao urologista. As crianças passam no pediatra, os adolescentes no hebiatra e os idosos no geriatra. Existe uma infinidade de especialistas para cada caso.

E quando estamos tristes, ansiosos, preocupados em demasia: quem irá nos defender, ajudar? O centro das nossas emoções está no sistema límbico, que fica no cérebro. Assim como coração, intestino e outros, é um órgão que merece a nossa atenção.

Normalmente, os psiquiatras, que são médicos que se especializaram em questões da mente, são procurados e ajudam a minimizar os sintomas através da medicação. Porém, quase sempre, situações complexas de vida não são elaboradas apenas tomando um comprimido. É preciso mais: psicoterapia.

Por vezes, nos sentimos deprimidos por um objetivo que não foi alcançado, pela morte de alguém ou o rompimento de uma relação, a perda do emprego, por exemplo. Há pessoas que não conseguem voltar às atividades diárias. Há quem se sinta impossibilitado de encerrar ciclos para que outros comecem.

Porém, como a sociedade trabalha com ‘tempo’, não nos permitimos entrar em contato com as emoções em sua integralidade. Reconhecer-se vulnerável não é confortável, eu sei. Mas é, acima de tudo, um ato de coragem. É a capacidade de enxergar que você não está no controle das situações sempre. Mas é possível encará-las.

Quando comecei o trabalho em Psicologia, há alguns anos, pensava ser óbvio para as pessoas procurarem ajuda emocional. Não é. E por uma série de razões que vou expor ao longo dos próximos textos. Ainda temos um longo trabalho pela frente, como seres humanos e sociedade, para convencer as pessoas sobre a importância da saúde mental para as nossas vidas.

Como nos sentimos motivados para ir atrás dos sonhos, se não refletirmos sobre nossas habilidades? Como seremos capazes de entender o outro, se não nos entendemos ou exercitamos a empatia? Como dizer adeus para um ente querido que se foi e transformar a dor em saudade? Como elaborar a realidade de uma vida que se impõe diante de uma nova circunstância ou um diagnóstico de doença crônica, por exemplo? Estar com a saúde mental em dia é dar um passo importante em direção a si mesmo.

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