Precisamos desconstruir a ‘mulher guerreira’. E desacelerar!

A sociedade exige que a mulher seja esse ‘robô’ idealizado. Precisam ser fortes, indestrutíveis e onipresentes, mas, ao mesmo tempo, a maioria não tem uma rede de apoio com quem possa compartilhar as tarefas do cotidiano. 

Nos últimos 20 ou 30 anos, mais ou menos, assistimos, de camarote, a ‘glamourização’ da mulher ‘guerreira’. Trata-se daquela que cuida da família, dos filhos, da casa, que estuda, trabalha, é bem sucedida na carreira e, de quebra, precisa estar sempre saudável, esteticamente no padrão de beleza, seja em relação ao peso e forma corporal como nos cabelos tingidos e unhas impecáveis, por exemplo.

A sociedade exige que a mulher seja esse ‘robô’ idealizado. Quando falo sobre isso, sempre me lembro daquele filme ‘Mulher Nota Mil’, de 1985, em que dois adolescentes resolvem criar a mulher ideal no computador, mas um acidente elétrico faz com que o projeto se torne realidade. Isso não existe.

E o grande problema é que muitas ainda acabam se deixando levar por essa pressão e acreditando que devem ser ‘guerreiras’, que precisam ser fortes, indestrutíveis e onipresentes. Ao mesmo tempo, a maioria não tem uma rede de apoio com quem possa compartilhar as tarefas do cotidiano.

A consequência dessa dinâmica é o adoecimento em saúde mental. Existem inúmeros relatos de mulheres que vão ao limite no cumprimento de funções e acabam caindo em depressão, transtornos diversos de ansiedade, sem falar no burnout materno.

Apesar da necessidade de uma desconstrução social na exigência em relação às mulheres, as próprias precisam também promover mudanças. E isso começa nas pequenas coisas, como ‘deixar pra lá’ o varrer a casa ou lavar a louça, o ‘tudo bem se eu não me maquiar ou tingir o cabelo’, o ‘ler um livro ou ver uma série enquanto o filho brinca com os bloquinhos de montar’. Mas, para conseguir executar isso, é preciso se livrar da culpa.

Outra coisa que se exige da ‘mulher guerreira’ é a perfeição. A gente pode fazer o melhor sim, mas o principal é fazer o que dá com as ferramentas que se tem! E não adianta tentar transformar as 24h do seu dia em 48h – a física jamais permitirá.

Então, de-sa-ce-le-re! Aprender a administrar o tempo, respeitando os seus limites, é fundamental. E aquilo que não se conseguiu realizar, paciência. Você terá de se desapegar da frustração e seguir adiante.

Como uma malabarista, deixe alguns pratos caírem. A queda deles pode fazer com que outros se mobilizem para resolver problemas que, muitas vezes, nem são de sua responsabilidade. A caminhada é longa, mas conseguiremos!

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