Tempestades de areia podem provocar ou agravar doenças respiratórias

Nuvens de tempestades de areia registradas no início de outubro em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão podem causar danos à saúde

Nesta reportagem, você ficará sabendo que:
– Idosos e crianças podem ser os mais prejudicados com tempestades de areia;
– Quem já sofre com asma, DPOC, pneumonia, rinite e sinusite também podem ter quadros de saúde agravados;
– As partículas de poeira são capazes de ultrapassar a proteção de máscaras como N95/PFF2.

Tempestades de areia no Brasil foram registradas em diversas regiões do País no início de outubro, como Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.

No interior de São Paulo, na cidade de Tupã, um homem foi atingido por um muro que caiu com a força do vento e morreu. Em Santo Antônio do Aracanguá, na região de Araçatuba, três pessoas foram envolvidas pela nuvem de fumaça e fogo de um pasto em chamas e não resistiram aos ferimentos.

Além disso, as tempestades de areia provocam danos à saúde da população, sobretudo crianças e idosos. Aqueles que têm doenças respiratórias como asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), pneumonias, rinite e sinusite também sofrem. Nem as máscaras como N95/PFF2 são capazes de conter as partículas de poeira. Por isso, a principal dica é evitar sair de casa durante as tempestades e fechar muito bem portas e janelas de onde estiver.

Para saber mais detalhes sobre os impactos nas tempestades de areia na nossa saúde respiratória, entrevistamos Daniela Cavalet Blanco, professora da Escola de Medicina da PUC do Rio Grande do Sul.

Confira:

1 – Como as tempestades de areia podem prejudicar a respiração das pessoas? 

A inalação de partículas pequenas, que também são espalhadas no ar durante esse tipo de tempestade, pode causar exacerbações (piora do quadro de base) das doenças pulmonares que os pacientes já tenham previamente e pode também favorecer ocorrência de alguns tipos de pneumonias, especialmente as não infecciosas, que são causadas pela exposição a partículas inaladas (por exemplo, as pneumonias de hiperssensibilidade)

2 – É preciso fazer um alerta para aqueles que têm doenças crônicas como asma e DPOC, por exemplo? 

O alerta pode ser útil aos pacientes que já tenham essas doenças crônicas, no sentido de cuidado adicional em evitar exposição desnecessária em ambientes externos de maior risco de inalação dessas partículas e também aos demais, pois mesmo sem doença crônica prévia existe possibilidade de algum prejuízo à saúde.

3 – Mesmo depois que a tempestade ‘passa’, é possível que partículas fiquem no ar, prejudicando a saúde respiratória das pessoas? 

São muitas variáveis envolvidas nessa resposta e não há resposta única para todos os casos, mas certamente isso depende do tipo de ambiente, presença, velocidade e direção do vento, se chove ou não depois etc. Existe a possibilidade teórica de que, ao menos por algum tempo depois da tempestade, as partículas possam ficar ainda suspensas no ar e causem algum risco às pessoas, mas o risco é certamente menor do que durante a tempestade.

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