A família que convive com a Esquizofrenia

Um forte sistema de apoio familiar pode ser inestimável para uma pessoa que foi diagnosticada com Esquizofrenia. Mas a condição é grave e pode afetar além das pessoas com a doença: os seus cuidadores.

“A primeira coisa que digo a uma família para fazer é entrar em contato com a National Alliance on Mental Illness (NAMI) e usar seu apoio e recursos educacionais”, diz o Dr. Andrew Savageau, professor assistente de psiquiatria no Wexner Medical Center da Ohio State University, em Colombo. Aqui estão mais passos que sua família pode tomar para ajudar um parente a lidar com a Esquizofrenia:

  1. Aprenda o máximo que puder sobre Esquizofrenia

Há muitos equívocos sobre a Esquizofrenia na cultura popular. Aprendendo o máximo possível sobre a condição e educando outras pessoas, você pode separar os mitos dos fatos e começar a desestigmatizar o transtorno mental.

Além disso, quanto mais você souber sobre a Esquizofrenia, melhor será para tomar decisões informadas sobre os cuidados da pessoa que você cuida. Alguns fatos importantes: 

  • A Esquizofrenia pode ser tratada; 
  • Pessoas com Esquizofrenia não tendem a ser perigosas ou violentas; 
  • e muitos podem – e levam – uma vida plena e recompensadora.
  1. Procure aconselhamento ou terapia familiar

“A Esquizofrenia pode ser estressante para toda a família, então a terapia familiar pode ser muito útil, especialmente no início”, diz o Dr. Savageau.

Por exemplo, diz ele, o aconselhamento de casais pode ajudar a fortalecer um casamento ou parceria quando uma pessoa (ou o filho do casal) foi diagnosticado com Esquizofrenia. “Conviver com a Esquizofrenia pode ser uma pressão para o casamento”, diz ele, “e um casamento em dificuldades torna mais difícil apoiar a pessoa que está precisando de ajuda”.

Um profissional de saúde poderá recomendar um bom programa de aconselhamento local que possa ajudar sua família a aprender estratégias de enfrentamento, melhores formas de comunicação e habilidades de resolução de problemas.

  1. Desenvolva um plano de tratamento em casa

O objetivo é que as pessoas com Esquizofrenia vivam em casa, não em uma instituição, diz Savageau. Isso geralmente significa que os membros da família precisam saber exatamente como vão gerenciar a condição.

Busque com o médico e outros profissionais da saúde para desenvolver um plano que inclua estratégias de adesão à medicação, uma lista de possíveis sinais de recaída e um plano sobre o que fazer quando ocorrer uma recaída, diz Savageau. “Esse plano deve ser escrito e todos devem saber quais são suas responsabilidades”, diz ele.

  1. Faça um plano para atendimento de emergências

Uma pessoa com Esquizofrenia pode passar por períodos em que está muito doente para entender que precisa ser tratada, de acordo com a NAMI. Por causa disso, você deve ter anotado o que deve fazer nessa situação.

“Uma diretiva antecipada deve especificar para qual hospital ir, para qual médico ligar e qual membro da família está tomando decisões”, diz Savageau. 

  1. Faça de sua casa um lugar seguro

Parte da educação e aconselhamento familiar é aprender a criar um ambiente familiar de apoio. O Instituto Nacional americano de Saúde Mental (NIMH) explica que é importante ser respeitoso e gentil, mas não tolerar comportamentos perigosos.

“Evite discussões e confrontos”, diz Savageau. “Pode ser um desafio, especialmente quando uma pessoa com Esquizofrenia está lidando com delírios ou alucinações, mas você precisa usar suas habilidades de comunicação e resolução de problemas.”

  1. Aumente a autoconfiança da pessoa com Esquizofrenia

Sua casa deve ser um espaço seguro, não um esconderijo. É importante encorajar o seu familiar a assumir alguma responsabilidade pela sua saúde e a tornar-se o mais autossuficiente possível.

“Permitir que a pessoa abandone a escola ou não tenha um emprego não é saudável”, diz Savageau. “Mesmo um emprego de meio período ou algumas aulas podem ajudar a promover a responsabilidade e criar um senso de independência. Ser superprotetor pode impedi-los de desenvolver a confiança e as habilidades sociais de que precisam para ter sucesso.”

  1. Não se esqueça de cuidar de si mesmo

Ser cuidador de alguém com Esquizofrenia pode ser estressante, e não é incomum que as pessoas que assumem esse papel sofram de burnout. De acordo com uma pesquisa da NAMI de 2008 com cuidadores de Esquizofrenia, mais de 50% têm dificuldade em encontrar tempo para cuidar de sua própria saúde. Uma maneira de encontrar apoio e recursos é participar de um grupo de apoio ao cuidador. 

Nota da CDD: Temos um grupo de cuidadores da CDD, você pode saber mais AQUI!

Leia também no site da CDD:

Tradução e adaptação: Equipe da Crônicos do Dia a Dia (CDD) 

Fonte: Everyday Health

Escrito por Chris Iliades, revisado por Sanjai Sinha, em 7 de janeiro de 2019.

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