Brasil registra, nos primeiros três meses do ano, mais da metade de todos os casos de gripe notificados em 2021

Aumento preocupante pode ter relação com baixa cobertura vacinal e flexibilização de regras sanitárias contra Covid-19.

Os números de casos de influenza notificados nos primeiros três meses de 2022 são preocupantes. Isso porque, de acordo com dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe) do Ministério da Saúde, foram registrados 5.686 casos confirmados por exames laboratoriais apenas entre janeiro e março deste ano. Em todo 2021, do início até dezembro, foram notificados 10.005 casos.

Algumas variáveis precisam ser levadas em consideração. Agora, as medidas de segurança contra o coronavírus foram flexibilizadas em todo o País, com a não obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes fechados, por exemplo.

Além disso, muitas pessoas não foram imunizadas contra o H3N2, como lembra o pneumologista pediátrico do Hospital da Santa Casa de Porto Alegre Paulo Pitrez: “A propagação da influenza este ano pode ter relação com a baixa cobertura vacinal contra a gripe e com a flexibilização das medidas de restrição e prevenção adotadas contra a covid-19. O Brasil possui vacinas que protegem contra o vírus Influenza A e B, incluindo a variante H3N2”.

A gripe, como é chamada popularmente, tem gerado surtos regionais pelo Brasil impulsionada pela introdução de uma nova cepa do subtipo A (H3N2), batizada de Darwin. Segundo o Ministério da Saúde, atualmente são conhecidos três tipos de vírus influenza: A, B e C. Os dois primeiros são mais propícios a provocar epidemias sazonais em diversas localidades do mundo, enquanto o último costuma provocar alguns casos mais leves.

“Não há diferença específica de sintomas entre as variantes de influenza. Os sinais são, em frequência e combinação variáveis: febre alta, dor de garganta, calafrios, perda de apetite, irritação nos olhos, vômito, dores articulares, tosse, mal-estar e diarréia, principalmente em crianças”, afirma Pitrez. O médico acrescenta que não há como diferenciar de covid-19 dos tipos de influenza somente pelos sintomas.

Segundo o pneumologista pediátrico, pacientes com doenças crônicas têm mais chances de evoluírem para casos graves de H3N2 assim como pessoas que tenham outras comorbidades, além das crianças menores de 5 anos, idosos, gestantes e população indígena.

A recomendação, ao aparecerem os sintomas, é que se procure atendimento médico logo no início. Como prevenção, ser imunizado com a vacina da gripe, seja pelo Sistema Único de Saúde ou pela rede privada, ainda é o melhor caminho.

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