Isso é SUS: Estratégia Saúde da Família

15 de maio é o Dia Internacional das Famílias. A data, definida pela ONU, busca pautar as diversas transformações e desafios desse núcleo tão diverso em nossa sociedade. Não é à toa que esse dia refere-se a famílias, no plural, não é mesmo? Ter uma estratégia de saúde que permita a proximidade com as famílias, em sua diversidade organizativa, é fundamental para compreendermos o processo de saúde x adoecimento de brasileiras e brasileiros. Por isso, o Isso é SUS deste mês aborda uma estratégia essencial para a organização e o fortalecimento da Atenção Básica: a Estratégia Saúde da Família. Vamos conhecer qual seu objetivo e como ela funciona?

O que é Estratégia Saúde da Família

O objetivo da Saúde da Família é garantir o olhar integral dos sujeitos, em sua dimensão individual e coletiva. Para isso, o acompanhamento é estabelecido por uma equipe multiprofissional, onde o trabalho é compartilhado, sem hieraquização de conhecimentos técnicos, e o acompanhamento não é definido somente por critérios como idade, sexo biológico e patologias.

Por se organizar a partir de território e população bem delimitados, o que permite conhecer a realidade das famílias e suas características sociais, demográficas e epidemiológicas, a ESF possibilita a organização do fluxo de encaminhamento para os demais níveis de atendimento, assim como possibilita a identificação dos principais desafios de saúde e situações de risco da população atendida.

Baseada no vínculo entre usuários, comunidade e equipe, a ESF permite o acompanhamento com a mesma equipe ao longo do tempo, o que é fundamental à continuidade e resolutividade das ações de saúde. A partir dessa relação com os usuários do SUS em seu território, são desenvolvidas ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais frequentes, o que faz com que essa estratégia esteja no primeiro nível de atenção no Sistema Único de Saúde (SUS): a Atenção Básica.

Como a Estratégia Saúde da Família funciona

A ESF é operacionalizada através de equipes multiprofissionais em Unidade Básica de Saúde. As equipes são compostas, no mínimo, por: médica/o generalista, ou especialista em Saúde da Família, ou médico de Família e Comunidade; enfermeiro generalista ou especialista em Saúde da Família; auxiliar ou técnico de enfermagem; e agentes comunitários de saúde. Além dessa composição, as equipes podem contar também com cirurgião-dentista generalista ou especialista em Saúde da Família e auxiliar e/ou técnico em Saúde Bucal.

Cada equipe de Saúde da Família é responsável por até 4.000 pessoas, sendo que o número de pessoas atendidas deve considerar o grau de vulnerabilidade das famílias daquele território. Ou seja, quanto maior o grau de vulnerabilidade, menor deverá ser a quantidade de pessoas que a equipe acompanhará.

É importante frisar que, mesmo as equipes possuindo UBS como referência, elas também realizam visitas domiciliares e ações em espaços do território, como praças, escolas e associações de bairro. É através da proximidade com a população e de ações educativas nos diferentes espaços que a ESF busca desenvolver a autonomia – individual e coletiva – e qualidade de vida de seus usuários.

Não é incrível conhecer tudo o que o SUS é capaz de nos oferecer? 

Por isso, fortalecê-lo permanece sendo um dos nossos principais objetivos!

Nos encontramos novamente em junho, em mais um Isso é SUS!

 

Referências: Estratégia Saúde da Família (Ministério da Saúde)

PNAB – Política Nacional de Atenção Básica (Ministério da Saúde)

Saúde da família (Fiocruz)

 

Isso é SUS: O Sistema Único de Saúde é uma conquista da organização e da força do movimento social brasileiro. O SUS vai além da lógica de controle e tratamento de doenças, sendo responsável pela articulação de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde de toda população – incluindo quem paga plano de saúde. Pensando na grandiosidade do nosso SUS, o Isso é SUS é um espaço em que traremos, mensalmente, diferentes políticas, programas e estratégias dessa política de saúde. Já que o SUS é um patrimônio nosso, nada mais justo do que o conhecermos melhor, não é mesmo?

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