Pacientes que convivem com a asma grave esperam que o remédio Omalizumabe (Xolair) seja distribuído pelo SUS o mais breve possível. Em uso no Brasil desde 2005, é um imunobiológico que bloqueia a ação da proteína IgE, anticorpo que causa inflamação nos brônquios e provoca uma resposta alérgica do sistema imunológico, produzido em alta quantidade por pessoas com asma.

 

O uso constante do Omalizumabe permite reduzir a dosagem das outras medicações para asma grave, inclusive os corticoides inalatórios. O remédio custa entre R$ 2 mil e R$ 12 mil, conforme quantidade e dosagem. Atualmente, em quase 100% dos casos, o fornecimento é garantido somente por meio da Justiça.

 

ÓTIMOS RESULTADOS – “É um medicamento muito eficaz. Tenho vários pacientes com histórico de até dez internações em um ano, mesmo com aplicação de todos os tratamentos disponíveis, que não foram mais hospitalizados após o uso do Omalizumabe e ficaram muito próximos de uma vida totalmente normal”, afirma o pneumologista pediátrico Paulo Pitrez, do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS).

 

“No Brasil, entre 15% e 20% das crianças e adolescentes têm asma. Desse grupo, 10% são pacientes de asma grave, mas quando é bem tratada, a doença fica controlada”, diz Pitrez. “Ainda assim, entre todas as pessoas que têm asma, seja essa grave ou não, 1% precisa de medicamentos modernos para controlar a doença, entre os quais está o Omalizumabe”, destaca o pneumologista.

 

EM AVALIAÇÃO – A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde publicou parecer contrário à inclusão no rol do SUS do Omalizumabe (Xolair) para tratamento da asma grave. Entre suas justificativas, a Conitec afirma não haver evidências de boa qualidade quanto ao tratamento, destacou a baixa adesão dos pacientes à terapia e defendeu ações voltadas à educação e conscientização das pessoas que têm a doença.

 

A Consulta Pública Nº 52, que trata da incorporação do Omalizumabe para asma no SUS, está aberta até 18 de setembro. Para participar, clique aqui: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=50084

 

FUNDAMENTAL – Para a associação Crônicos do Dia a Dia (CDD), a inclusão no rol do SUS do Omalizumabe, medicamento já aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), fortalece e amplia o arsenal terapêutico, medida necessária para atualizar o PCDT (Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas) de Asma, o que permite maior possibilidade de tratamento ao paciente.

 

A asma se manifesta de diferentes modos em cada pessoa e, por isso, médico e paciente devem ter acesso ao maior número possível de opções seguras e eficazes. O Omalizumabe é uma dessas opções, que está entre as mais eficazes aprovadas pela Anvisa em casos de Asma Grave.

 

A CDD defende a aprovação do Omalizumabe por três razões:

 

1 – O Omalizumabe já é usado em vários lugares do mundo, e mesmo no Brasil, com ótima eficácia nos casos de asma grave, evitando evolução da doença, permitindo que as pessoas com o diagnóstico de asma grave permaneçam ativas e evitando óbitos.

 

2 – O acúmulo de incapacidade e custos indiretos da doença, tais como: deixar de ir à escola, perda de emprego, aposentadoria, o uso de recursos da Previdência Social precisam ser considerados na questão.

 

3 – Acreditamos que toda gama de terapias deva estar disponível para as pessoas com asma, para acelerar a adoção da estratégia de tratamento avaliado por médico e paciente mais apropriado, otimizando eficácia e segurança para cada indivíduo.

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