O papilomavírus humano (HPV) é um grupo de mais de 150 vírus, dos quais cerca de 40 são tipicamente transmitidos de pessoa para pessoa durante o contato íntimo ou sexual.
Infecções por HPV sexualmente transmissíveis são muito comuns e podem afetar homens e mulheres. O HPV é responsável por 99% dos casos câncer de colo de útero, o terceiro mais frequente entre as mulheres no Brasil, o quarto que mais mata – e um dos poucos que pode ser prevenido com vacina.

São mais de 100 tipos de vírus, dos quais 13 são considerados de alto risco, podendo causar, além dos tumores cervicais, câncer de ânus, vulva, vagina e de pênis. Altamente contagioso, muitas vezes assintomático e sem cura, ele é transmitido principalmente durante a relação sexual sem proteção. O vírus está presente em mais da metade população brasileira sexualmente ativa. Pesquisa realizada pela Associação Hospitalar Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde mostrou que 54,6% dos indivíduos entre 16 e 25 anos no país têm HPV.

Existem 12 tipos identificados como de alto risco (HPVs tipos 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58 e 59) que têm probabilidades maiores de persistirem e estarem associados a lesões pré-cancerígenas.

Os HPVs de tipo 16 e 18 causam a maioria dos casos de câncer de colo do útero em todo o mundo (cerca de 70%). Eles também são responsáveis por até 90% dos casos de câncer de ânus, até 60% dos casos de câncer de vagina e até 50% dos casos de câncer vulvar. Os cânceres de boca e de garganta são o sexto tipo no mundo, com 400 mil casos e 230 mil mortes ao ano. A incidência está fortemente relacionada ao HPV e à prática de sexo oral.
Os HPVs de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais (ou condilomas genitais) e papilomas laríngeos, parecem não oferecer nenhum risco de progressão para malignidade.

Na maioria das vezes, o HPV é inofensivo e desaparece por conta própria. Mas, como alguns tipos de HPV podem causar verrugas genitais, e outros podem causar alterações nas células que podem se transformar em câncer, é importante se proteger contra a transmissão do HPV com essas 3 estratégias.

1. Vacine-se!
A vacina contra o HPV protege contra os tipos de HPV que causam a maioria dos cancros do colo do útero, bem como cancros anais, vaginais, vulvares, penianos e orofaríngicos relacionados com o HPV – cancros do palato mole, base da língua e amígdalas. A vacina também protege contra a maioria das verrugas genitais.
A vacina é aprovada, mundialmente para pessoas (mulheres e homens) com idades entre 9 e 45 anos. No Brasil a campanha de vacinação prevê vacina gratuita para meninas entre 9 e 15 anos e meninos entre 11 e 15 anos. A vacina oferecida pelo SUS protege contra quatro subtipos desse vírus (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia.

2. Use preservativo
A única forma de evitar o contágio durante o ato sexual é usando camisinha. Tanto a feminina quanto a masculina. Nos postos de saúde você pode ter acesso a preservativos gratuitamente.

3. Para as mulheres, não esqueça de visitar a ginecologista anualmente e fazer seus exames preventivos
Em algumas mulheres, a infecção pelo HPV leva à displasia cervical ou a alterações anormais nas células do colo do útero. A displasia cervical pode evoluir para câncer cervical, mas a detecção precoce e o tratamento podem impedir que isso aconteça.
Dois testes são usados para rastrear precursores do colo do útero ou a presença de infecção pelo HPV do colo do útero:
– O teste de Papanicolau envolve a coleta de células do colo do útero e examiná-las sob um microscópio para procurar anormalidades.
– O teste HPV envolve a coleta de células do colo do útero, mas verifica apenas o vírus.

Redação CDD
Fonte: EverydayHealth (https://www.everydayhealth.com/hpv/ways-prevent-hpv-detect-it-early/?eh_uid=84641190&slot=0&xid=nl_ehnldiet_2019-05-08_16822565&utm_source=newsletters&nl_key=nl_diet_nutrition&utm_content=2019-05-08&utm_campaign=diet_and_nutrition)
Ministério da Saúde – campanhas vacinação – HPV
https://saude.abril.com.br/medicina/hpv-quem-deve-tomar-a-vacina-pela-nova-regra-do-ministerio/https://saude.abril.com.br/medicina/hpv-quem-deve-tomar-a-vacina-pela-nova-regra-do-ministerio/

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