Por Bruna Rocha

Você já deve ter visto nas redes sociais que estamos no Setembro Amarelo, um mês para falarmos sobre o suicídio. Mais do que falar sobre, para conseguirmos prevenir.

Sabe, ninguém comete suicídio pra chamar atenção, ou porque é fraco ou egoísta. Pessoas só pensam em acabar com a própria vida num momento de extremo desespero. E o que leva a isso é muito singular para cada uma.

No meu caso, o que me fez pensar em dar um fim a vida, foi a minha condição crônica de esclerose múltipla, na adolescência. Eu não pensei no sofrimento da minha família caso eu tivesse conseguido. Nem em tudo de bom que eu tinha na vida. Eu só conseguia me ver como um estorvo para os outros, com a minha doença. Achava que seria bem mais fácil para as outras se eu não existisse. Eu só queria ficar em casa. Eu estava passando por um momento de profunda tristeza e não via uma saída. Eu não queria tirar a minha vida, eu queria tirar a minha dor!

O que me ajudou a ver a vida de outra forma novamente foi falar sobre o assunto. Primeiro com a minha família, depois com profissionais como psiquiatras e psicólogos, até conseguir falar com todo mundo sobre isso.

Precisei de medicamentos por um período e de muita escuta. Ser ouvida, poder falar abertamente sobre os meus sentimentos, foi o que me trouxe de novo a vida.

E é por isso que hoje eu te convido a falar. Vamos falar abertamente sobre o que sentimos. Sem medo, sem julgamentos. E, principalmente, vamos ouvir. Porque sempre existe alguém do nosso lado que podemos ajudar também.

Setembro Amarelo não é só sobre números de suicídios, mas sobre o que estamos fazendo para que eles não aconteçam.

Se você está passando por um momento difícil, lembre que você não precisa passar por isso sozinha. Estamos aqui para ser escuta e apoio.

Você também pode ligar para o CVV no número 188.

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