por Lucia Damico*
O diagnóstico de DPOC mudou os hábitos de vida da minha mãe, fazendo com que ela usasse, além dos remédios para diabetes e hipertensão, outros dois medicamentos, Alenia e Spiriva, para dar mais potência aos pulmões.
Esses remédios são relativamente caros, por esse motivo demos entrada com pedido na farmácia de alto custo do SUS. Aqui em Santos, onde moramos, é o governo do Estado de São Paulo que fornece. Todos os meses, em data pré-estabelecida vou buscar.
O processo burocrático, assim como todos, é um pouco demorado. Cerca de 60 dias na espera para verificação de laudo médico e se o paciente está dentro do perfil para receber a medicação indicada. Após essa etapa, basta ir até o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) e retirar.
Bem fácil, não?
Você pensou que sim?
Eu também, mas não é.
Logo no início desse processo ficamos dois meses sem receber um dos medicamentos. Como era novidade, chegava ao local e perdia a viagem porque não tinha remédio.
Atualmente, antes de ir ao ambulatório, sempre telefono para perguntar se algum está em falta.
Essas falhas costumam acontecer no início de cada ano ou quando há troca de governo.
Então, eu pergunto: Que responsabilidade sobre isso tem o paciente que necessita desses remédios para cura de uma doença ou melhora na qualidade de vida?
A resposta é simples. É o paciente que sempre sofre com a falta de medicação.
Tenho certeza de que os pacientes que recebem seus medicamentos ‘de graça’ não conseguem comprar, muitos chegam de longe e não levam o medicamento para casa.
Neste ano de 2019, por enquanto, somente no mês de janeiro não recebemos uma das medicações. Espero que essas faltas momentâneas não se tornem rotineiras.
*Lucia Damico é jornalista.

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