Olá amigos e amigas, apesar do tempo decorrido da primeira mensagem, volto aqui para compartilhar mais informações e histórias sobre pessoas como nós que convivem com esta doença chamada ASMA.

De fato, as mudanças bruscas de tempo nos fazem sentir os resultados imediatos dentro de nosso corpo. Cansaço, fadiga, respiração comprometida, às vezes a sensação de resfriado, nariz entupido, tosse, enfim, reações complicadas que muitos de nós já aprendemos a conviver.
Como viver dentro de uma grande capital como São Paulo que já transforma o oxigênio em monóxido de carbono e atinge em cheio nossos pulmões? Já perceberam que a fumaça do cigarro é dotada de detector de asmático? Sim, meus amigos, alta tecnologia, ela se direciona para nós, pode reparar, em qualquer ambiente que tenha um fumante e nós estejamos perto, lá vem a fumaça em nossa direção, o vento pode estar soprando ao sul, norte, leste, oeste, não importa, sempre irá nos perseguir. E, quando aquele seu amigo ou amiga informa que irá acender um cigarro e faz aquela famosa pergunta?
– Você NÃO se importa né?
Analisando a colocação onde o NÃO vem antes do importa é obvio que ele induz a resposta para receber o SIM, e como vivemos em sociedade e somos todos legais ( sendo otimista), automaticamente somos impelidos a aceitarmos a oferta. Será que alguns de nós, asmáticos se sente a vontade de falar:
– Olha amigo ou amiga, eu sou asmático e não posso com a fumaça do cigarro, portanto, caso queira que eu fique aqui, não acenda este treco nojento!
Muitas vezes, e na grande maioria e tenho como experiência própria, mesmo em um mundo onde os valores se intensificaram no quesito saúde, e novas maneiras de viver melhor foram se difundindo, ainda temos uma grande parcela de pessoas que por criação, ou uma sensação de educação não se posicionam de forma adequada, preferindo sofrer consequências na piora do seu quadro do que assumir sua posição.

Não estou falando só do cigarro, temos situações onde visitamos amigos e amigas e eles possuem animais de estimação. São lindos, carinhosos, deliciosos, mas o que eu posso fazer se ao chegarem perto de mim, causam reações adversas, atacam a asma. Devemos deixar de visitar nossos amigos e amigas ou avisar do nosso problema de imediato. Talvez com amigos e amigas até seja mais fácil, mas e naqueles eventos que somos convidados e não temos intimidade com o dono da casa e logo de cara, nos deparamos com aquele lindo e doce poodle que vem em nossa direção, reparem que eles também sabem escolher os portadores de asma.
– Nossa, olha que fofo, ele nem vai com desconhecidos e com você ele se deu tão bem, que coisa linda, está te lambendo, olha que gracinha!
Logo seus olhos começam a lagrimejar, seu pulmão se contrai e a respiração fica mais complicada e a asma mostra toda a força em questão de minutos, você disfarça e toma um antialérgico, não, melhor, toma logo dois para garantir! Vai até o banheiro e aspira sua bombinha, melhor dar duas “bombadas” para garantir né? E muitas das pessoas ali presentes, nem imaginam o que você passou naquele momento!
Incrível como as pessoas são obrigadas a se adaptarem ao meio e não o meio as pessoas e não importa se existe uma patologia identificada, é assim com nós asmáticos e com tantas outras pessoas portadoras de algum tipo de doença! Compartilhem textos como este com as pessoas de sua família ou amigos e amigas, não tenham dúvida que irão se identificar e quem sabe não consigamos escapar de algumas armadilhas existentes sem passarmos por chatos!
Abraços cordiais a todos!

Marcelo Gamba

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