Asma e dermatite atópica podem atingir crianças na primeira infância

Asma e dermatite atópica podem atingir crianças na primeira infância

Pais e responsáveis devem ficar atentos aos sintomas

 

Não é raro ouvir dos adultos “ah, isso é coisa de criança”. Às vezes, os pequeninos se queixam de algum desconforto e logo pensamos nisso. Porém, algumas doenças pouco faladas podem acometer meninas e meninos ainda nos primeiros anos de vida.
Neste 24 de agosto, Dia da Infância, chamamos atenção para duas doenças crônicas que podem afetar as crianças: a dermatite atópica e a asma.
Sofia começou a apresentar tosse e falta de ar nos primeiros anos de vida. “A Sosso tinha 2 anos quando descobrimos a asma. Ela não teve sintomas tradicionais, que seria o chiado no peito, todas as crises de asma que ela teve foram com tosse e falta de ar. Como ela teve algumas internações, no início, eu me senti impotente. Mas com o tratamento mais regular, me sinto mais tranquila. Porém sempre atenta a algum sintoma de falta de ar”, afirma a mãe, Lívia Marcela.
Sofia, agora com quatro anos de idade, usa regularmente a bombinha de corticoide, duas vezes ao dia. Quando ela apresenta uma crise, usa mais um tipo de medicamento.

 

Livia Marcela e a filha Sofia (Foto: Arquivo pessoal)


A presidente da Associação Brasileira de Asmáticos explica que o tratamento para a asma é baseado na gravidade tanto para crianças quanto para os adultos. Para os pacientes leves, a dispensação de corticoide inalatório na rede pública é uma excelente ação, segundo Zuleid Mattar. “As associações de corticóides inalatórios e broncodilatadores de longa ação conseguem um ótimo controle para os pacientes moderados e ainda temos a possibilidade de associar outra classe de broncodilatadores, os antimuscarínicos de longa ação. E para os graves existem alguns imunobiológicos já aprovados para crianças acima de seis anos”, esclarece.
A médica Zuleid Mattar lembra que a asma é uma doença crônica, portanto, não tem cura, mas tem controle e os medicamentos devem ser usados diariamente para  que os pacientes tenham melhor qualidade de vida. “Muitas vezes, por medos baseados em mitos e crendices, os pais deixam de tratar as crianças que terão complicações no futuro. A falta de tratamento compromete de forma irreversível a função dos pulmões. Os tratamentos atuais são muito seguros e garantem às  crianças um futuro pleno”, garante.
Outra doença crônica que pode afetar os pequeninos é a dermatite atópica. A irritação da pele, principalmente nas regiões de dobra, pode atingir o corpo todo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a dermatite atópica (DA) é uma doença crônica que deixa a pele seca e, muitas vezes, inflamada. A coceira é o principal sintoma. A doença surge, geralmente, nos primeiros anos de vida e afeta com maior frequência crianças cujos pais têm asma, rinite ou mesmo a própria DA.
A pediatra Paula Lenfers explica que a prevenção começa na gestação, com uma alimentação saudável e uso de probióticos. “O parto normal, a amamentação e contato com a natureza também possuem efeito protetor. Caso seu filho apresente algum sintoma, o tratamento adequado será indicado”, esclarece.
O frio ou o calor podem piorar ou desencadear os ataques da dermatite. O ideal é manter a hidratação das crianças em qualquer estação do ano, seja com o uso de hidratantes no pós-banho, ou no oferecimento de água ao longo do dia.

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