Fisioterapia respiratória: conheça mais sobre técnica que auxilia pacientes a conquistar qualidade de vida

Método pode ajudar pessoas que sofrem com DPOC, bronquiolite, asma, fibrose cística, pneumonias

Na reportagem, você ficará sabendo que:
– A fisioterapia pode ajudar quadros de doenças respiratórias;
– Pacientes com DPOC melhoram sintomas de falta de ar com a técnica;
– Que o método pode ser tratado juntamente com uso de medicações;
– A fisioterapia respiratória é uma especialização da carreira.

Humberto Vieira da Silva tem 69 anos e recebeu um diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica após 35 anos de fumo. Hoje, além dos tratamentos medicamentosos, o aposentado adota outras estratégias para vencer os sintomas.
“Estabeleci duas prioridades focadas na minha qualidade de vida: consulta médica de rotina (pneumo, cardio, endócrino, psiquiatra e terapia) e fisioterapia cardiorrespiratória (respiratória, motora e resistência, com
fortalecimento muscular)”, afirma.
A fisioterapia respiratória é uma especialidade que utiliza técnicas de avaliação e tratamento na busca da melhora da capacidade pulmonar (respiração) e transporte de oxigênio. Não só reabilita como previne várias alterações respiratórias, por exemplo: retenção de secreções, obstrução ao fluxo aéreo, capacidade pulmonar, na melhora de execução de atividades físicas e diárias. Dependendo da instituição de formação do fisioterapeuta, esta é uma especialização que pode durar até dois anos.
A indicação da fisioterapia respiratória deve estar embasada no diagnóstico e gravidade da doença e o acompanhamento engloba desde a prevenção, passando pelo ambulatorial até áreas críticas como UTI (unidades de terapia intensiva) e unidades de internação.
“Os pacientes crônicos, dentre eles os DPOCs, são limitados nas atividades de vida diária. Por exemplo, sentem cansaço ao caminhar, realizar higiene pessoal, rotinas simples de casa ou no trabalho, sendo eles muitas vezes dependentes de oxigênio suplementar. Na reabilitação, visamos a retirada gradativa de oxigênio, quando possível. Além disso, orientamos exercícios com pesos de membros superiores e inferiores associados à exercícios respiratórios e rotinas adaptadas para o menor esforço e, como consequência, o menor gasto de energia no dia a dia”, explica Natalie Buono Petorossi, que é fisioterapeuta especialista em Cardiorrespiratória. Ela já trabalhou com adultos mas, atualmente, se dedica a ajudar crianças em UTI neonatal e pediátrica.
Mulher vestida em roupa de cirurgia, com toca descartável, máscara no rosto e estetoscópio no pescoço
Natalie Buono Petorossi (Foto: Acervo pessoal)
A fisioterapeuta Tatiana Azevedo, pós-graduada em fisioterapia cardiorrespiratória e metabólica pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, acrescenta que pacientes que têm problemas respiratórios podem promover a prevenção, minimizar e reverter disfunções ventilatórias graças ao uso da técnica.
“Em pacientes com DPOC, as técnicas utilizadas na fisioterapia respiratória apresentam benefícios tanto na exacerbação do quadro quanto numa fase estável, aumentando a capacidade funcional e colaborando para uma melhor qualidade de vida”, ressalta.
A especialista diz que a Fisioterapia tem diversas áreas de atuação e que não são conhecidas do grande público, além da ortopedia. No caso de doenças respiratórias como bronquiolite, asma, fibrose cística, pneumonias, o método pode auxiliar de recém-nascidos a idosos.
Mulher de cabelos pretos longos e lisos e olhos pretos sorrindo para a foto
Tatiana Azevedo (Foto: Acervo pessoal)

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