Entenda o efeito do estresse nas doenças de pele

Por CDD

Estresse e doenças de pele: o que tem a ver? A relação entre corpo e mente tem sido cada vez mais explorada, revelando assim como a saúde mental pode influenciar a aparência e o funcionamento da pele. Então, condições como dermatite atópica, psoríase, alopecia areata e urticária crônica espontânea (UCE) são exemplos de como o estresse e outras questões emocionais podem agravar problemas dermatológicos. Portanto, neste artigo, abordaremos os mecanismos por trás dessa conexão, os impactos no bem-estar dos pacientes e as melhores estratégias para um cuidado integrado.

Explicando tintim por tintim – Eixo HPA e a Inflamação Cutânea

O estresse ativa o eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal (HPA), que desencadeia a liberação de hormônios como o cortisol. Apesar de necessário em situações de emergência, o estresse crônico desregula o sistema imunológico, aumentando a inflamação e exacerbando condições como dermatite atópica, psoríase, urticária crônica espontânea e alopecia areata. Isso cria um ciclo vicioso, ou seja, a piora na pele gera mais estresse, perpetuando o problema.

Créditos da imagem: @3000dias

Autoestima, isolamento e o ciclo emocional

A aparência da pele pode impactar profundamente a autoestima. Por isso, muitas pessoas com condições dermatológicas relatam medo de julgamento, levando ao isolamento social. Essa situação piora o quadro emocional, aumentando assim a ansiedade e, por consequência, agravando os sintomas cutâneos.

“Como eu sou maquiadora, as pessoas esperam que eu esteja sempre maquiada, esperam que meu cabelo esteja sempre bem cuidado, o que gera uma pressão e chegou um momento que eu não queria mais pensar sobre, pois quando mais eu ficasse estressada, mais cabelo cair”

@anafonsecamake, maquiadora que convive com alopecia areata

Um estudo com adolescentes com dermatite atópica revelou que 16% já tiveram pensamentos suicidas. Esse dado aumenta para 24% quando há coceira intensa envolvida. Isso demonstra a importância de olhar além dos sintomas físicos e considerar o impacto emocional das condições de pele.

Estratégias para um cuidado integrado

Uma abordagem holística é essencial para quebrar a má relação entre a saúde mental e dermatológica. Algumas estratégias incluem:

Exemplos Inspiradores: Lua Hellena, Luana Cianci e Valéria Rezende

Lua Hellena, uma ativista de Recife que convive com dermatite atópica, compartilha sua jornada em redes sociais, inspirando outras pessoas a aceitarem suas condições de pele. Ela comenta como as pessoas que convivem com condições crônicas vêm ao mundo para viver no modo ‘hard’ . Acompanhe ela no perfil do Instagram @rosas_sao_azuis.

Luana Cianci, ativista e jornalista, convive com psoríase e revelou que a condição a levou a depressão. Em vídeo, ela conta mais sobre a trajetória e em suas redes traz muita informação sobre a condição e como se sentir melhor. Veja no Instagram em @luanacianci_

Valéria Rezende, que convive com Urticária Crônica Espontânea também fala em suas redes, no perfil @3000dias os impactos da condição para além do visível. 

Conclusão

Entender a relação entre saúde mental e doenças de pele ajuda a melhorar a qualidade de vida de quem convive com condições dermatológicas. Por isso, é sempre muito importante que você analise seus sentimentos e a relação com as crises, e os traga para a profissional de saúde que te acompanha.

Referências:

https://atopicdermatitis.net/clinical/skin-mental-health

https://atopicdermatitis.net/living/stop-hiding-domino-effect

https://atopicdermatitis.net/living/evaluating-mental-health

https://cdd.org.br/noticias/condicoes-de-pele-e-saude-mental/

https://cdd.org.br/noticias/relacao-entre-saude-mental-e-condicoes-de-pele/

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