04.12.2024 Doenças de Pele

O que é “Urticária Emocional” e “Urticária Crônica Idiopática”?

Por CDD

Urticária emocional? Será que isso realmente existe?

A urticária é uma doença caracterizada pelo surgimento de lesões avermelhadas e elevadas na pele, conhecidas como urticas, geralmente acompanhadas de coceira intensa, sensação de queimação ou ardor. Apesar de ser comumente associada ao estresse, é importante destacar que a urticária não é emocional. Contudo, o impacto da doença na qualidade de vida pode levar a problemas emocionais, como ansiedade e depressão, especialmente nos casos crônicos.

Diferença entre urticária aguda e crônica

A urticária é classificada em duas formas principais:

Dentro da urticária crônica, existem dois subtipos:

  1. Urticárias induzidas: desencadeadas por fatores específicos, como frio, calor, luz solar ou fricção, por exemplo.
  2. Urticária Crônica Espontânea (UCE): surge sem qualquer fator desencadeante externo, sendo uma condição autoimune. Essa forma era anteriormente chamada de urticária crônica idiopática.

O que é UCE (Urticária Crônica Espontânea)?

A UCE se caracteriza por urticas ou angioedema (inchaço das camadas profundas da pele), que aparecem espontaneamente e sem causas externas identificáveis, como alimentos ou produtos químicos. Essa imprevisibilidade torna a doença desafiadora e impactante na vida dos pacientes porque gera frustrações e alterações na rotina diária.

Sintomas e impactos na qualidade de vida

Os sintomas mais comuns incluem:

Além do desconforto físico, a UCE afeta significativamente a qualidade de vida através de:

Esse impacto psicológico pode levar à ansiedade e depressão em pacientes mais vulneráveis emocionalmente, mas isso não significa que a doença tenha origem emocional.

Tratamentos disponíveis

O tratamento da urticária, tanto aguda quanto crônica, envolve:

  1. Anti-histamínicos de segunda geração: são a primeira linha de tratamento e não causam efeitos colaterais como sonolência.
  2. Corticoides: usados apenas em casos graves e por períodos curtos (máximo de 10 dias) para evitar efeitos colaterais.
  3. Imunobiológicos (Omalizumabe): indicados para pacientes com UCE que não respondem aos anti-histamínicos.
  4. Ciclosporina: um imunossupressor para casos refratários ao omalizumabe, que exige monitoramento rigoroso.

Desafios e melhorias

O desconhecimento sobre a UCE é um obstáculo para o diagnóstico e tratamento. Muitos pacientes ainda acreditam que a doença não tem solução e desistem de buscar ajuda médica. No entanto, com acompanhamento especializado, 92% dos pacientes conseguem viver livres dos sintomas.

A UCE não é apenas uma questão estética, mas uma condição que afeta a saúde física e mental de forma profunda. A conscientização e o acesso a informações corretas são essenciais para melhorar a vida dos pacientes, mostrando que é possível conviver com a doença de forma saudável e sem sintomas.

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