
O que é “Urticária Emocional” e “Urticária Crônica Idiopática”?
Urticária emocional? Será que isso realmente existe?
A urticária é uma doença caracterizada pelo surgimento de lesões avermelhadas e elevadas na pele, conhecidas como urticas, geralmente acompanhadas de coceira intensa, sensação de queimação ou ardor. Apesar de ser comumente associada ao estresse, é importante destacar que a urticária não é emocional. Contudo, o impacto da doença na qualidade de vida pode levar a problemas emocionais, como ansiedade e depressão, especialmente nos casos crônicos.
Diferença entre urticária aguda e crônica
A urticária é classificada em duas formas principais:
- Urticária aguda: os sintomas desaparecem em menos de seis semanas.
- Urticária crônica: os sintomas persistem por mais de seis semanas, ocorrendo quase diariamente.
Dentro da urticária crônica, existem dois subtipos:
- Urticárias induzidas: desencadeadas por fatores específicos, como frio, calor, luz solar ou fricção, por exemplo.
- Urticária Crônica Espontânea (UCE): surge sem qualquer fator desencadeante externo, sendo uma condição autoimune. Essa forma era anteriormente chamada de urticária crônica idiopática.
O que é UCE (Urticária Crônica Espontânea)?
A UCE se caracteriza por urticas ou angioedema (inchaço das camadas profundas da pele), que aparecem espontaneamente e sem causas externas identificáveis, como alimentos ou produtos químicos. Essa imprevisibilidade torna a doença desafiadora e impactante na vida dos pacientes porque gera frustrações e alterações na rotina diária.
Sintomas e impactos na qualidade de vida
Os sintomas mais comuns incluem:
- Urticas que desaparecem em até 24 horas, mas reaparecem em outras áreas.
- Angioedema, que pode durar até 72 horas, causando assim inchaço e dor, especialmente no rosto.
Além do desconforto físico, a UCE afeta significativamente a qualidade de vida através de:
- Prejuízos nos relacionamentos pessoais e profissionais;
- Privação de sono devido à coceira intensa;
- Isolamento social causado pela aparência das lesões.
Esse impacto psicológico pode levar à ansiedade e depressão em pacientes mais vulneráveis emocionalmente, mas isso não significa que a doença tenha origem emocional.
Tratamentos disponíveis
O tratamento da urticária, tanto aguda quanto crônica, envolve:
- Anti-histamínicos de segunda geração: são a primeira linha de tratamento e não causam efeitos colaterais como sonolência.
- Corticoides: usados apenas em casos graves e por períodos curtos (máximo de 10 dias) para evitar efeitos colaterais.
- Imunobiológicos (Omalizumabe): indicados para pacientes com UCE que não respondem aos anti-histamínicos.
- Ciclosporina: um imunossupressor para casos refratários ao omalizumabe, que exige monitoramento rigoroso.
Desafios e melhorias
O desconhecimento sobre a UCE é um obstáculo para o diagnóstico e tratamento. Muitos pacientes ainda acreditam que a doença não tem solução e desistem de buscar ajuda médica. No entanto, com acompanhamento especializado, 92% dos pacientes conseguem viver livres dos sintomas.
A UCE não é apenas uma questão estética, mas uma condição que afeta a saúde física e mental de forma profunda. A conscientização e o acesso a informações corretas são essenciais para melhorar a vida dos pacientes, mostrando que é possível conviver com a doença de forma saudável e sem sintomas.
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