Se você tem acompanhado os noticiários, ou conversado com seus amigos e colegas de trabalho, deve ter percebido que nos últimos anos tem aumentado o número de pessoas com doenças como depressão, síndrome do pânico, burnout. Já deve ter ouvido falar de pessoas próximas que tentaram o suicídio, ou, você mesmo já pode ter passado por alguma situação em que se viu adoecido emocionalmente e não soube com quem falar ou que ajuda procurar.

A OMS apresenta a depressão como a doença mais incapacitante no mundo até 2020. Sabemos que pessoas com diagnósticos como depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia se isolam com medo do preconceito e que o tratamento precoce e contínuo na saúde mental leva a melhores resultados. No Brasil, 11,5 milhões de pessoas estão diagnosticadas com depressão, o equivalente a 5,8% da população. Somos também o país com maior prevalência de ansiedade no mundo: 9,3%. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio foi a segunda maior causa de morte em 2015 e estima-se que a esquizofrenia afete de 800 mil a 1,4 milhão de pessoas no Brasil. Todos esses números são preocupantes e nos alertam sobre esse cuidado que precisamos ter conosco e com a nossa comunidade.

Então o que fazer para que todas nós, pessoas que vivem nesse mundo estressante e que os cobra produtividade a todos custo, possamos viver com saúde mental e emocional? Falar. Falar sobre isso e buscar ajuda. Para isso, para que o preconceito sobre a saúde mental e emocional acabe, foi criada a campanha do Janeiro Branco. Uma campanha que nasceu com um grupo de psicólogos em Minas Gerais e que toma conta do Brasil todo para que todos saibamos que Quem cuida da mente, cuida da vida!

Segundo os criadores do Janeiro Branco, a campanha nasceu “por amor à humanidade, senso de responsabilidade social, senso de dever profissional e pura solidariedade humanística. Porque há sofrimentos que podem ser prevenidos. Dores que podem ser evitadas. Violências que podem ser impedidas, cuidadas ou reparadas. Exemplos que podem ser partilhados. Ensinamentos que podem ser difundidos em nome de povos mais saudáveis e mais bem resolvidos em termos emocionais.

Os 5 objetivos do Janeiro Branco são:

1 – Fazer do mês de Janeiro o marco temporal estratégico para que todas as pessoas e instituições sociais do mundo reflitam, debatam, conheçam, planejem e efetivem ações em prol da Saúde Mental e do combate ao adoecimento emocional dos indivíduos e das próprias instituições;

2 – Chamar a atenção de todo o mundo para os temas da Saúde Mental e da Saúde Emocional nas vidas das pessoas;

3 – Aproveitar a simbologia do início de todo ano para incentivar as pessoas a pensarem a respeito das suas vidas, dos seus relacionamentos e do que andam fazendo para investirem e garantirem Saúde Mental e Saúde Emocional em suas vidas e nas vidas de todos ao seu redor;

4 – Chamar a atenção das mídias e das instituições sociais, públicas e privadas, para a importância da promoção da Saúde Mental e do combate ao adoecimento emocional dos indivíduos;

5 – Contribuir, decisivamente, para a construção, o fortalecimento e a disseminação de uma “cultura da Saúde Mental” que favoreça, estimule e garanta a efetiva elaboração de políticas públicas em benefício da Saúde Mental dos indivíduos e das instituições.

 

Busque em sua cidade atividades do Janeiro Branco. E se não tiver nada perto de você, seja um replicador dessa Campanha. Para ter mais ideias sobre o que você pode fazer, acesse o site oficial da campanha e veja o que as outras pessoas já tem feito: https://janeirobranco.com.br/. Aqui na CDD divulgaremos os eventos e continuaremos a falar sobre saúde mental e emocional em janeiro e em todos os meses. #SomosTodosJaneiroBranco

Redação CDD

Fonte: www.janeirobranco.com.br

 

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