04.12.2024 Asma

Aberta consulta pública quanto ao benralizumabe para asma grave

Por CDD

Participe da consulta pública Conitec/SECTICS nº 85/2024, que propõe a incorporação do benralizumabe para pacientes adultos com asma eosinofílica grave

Está aberta uma consulta pública que propõe a incorporação do benralizumabe para pacientes adultos com asma eosinofílica grave refratária ao tratamento. A fim de mobilizar a sociedade para coletar opiniões, qualquer pessoa pode deixar uma contribuição até dia 11 de dezembro. Para isso, basta apenas fazer login em sua conta do portal gov.br.

A asma eosinofílica grave é um tipo de asma caracterizada pela presença de níveis elevados de eosinófilos*. Em geral, a doença tem início na infância ou na adolescência. Além disso, ela está vinculada a outras condições alérgicas, como rinite alérgica e inflamação da pele, assim como ao histórico familiar. 

*Eosinófilos são glóbulos brancos responsáveis pela ação contra microrganismos e pelo combate a infecções no corpo.

O que dizem os médicos: 

De acordo com o pneumologista Rodrigo Santiago, o benralizumabe (cujo nome comercial é Fasenra) é uma opção e de medicação biológica em duas ocasiões. Na primeira delas, para pacientes com asma eosinofílica grave que não encontram manejo da doença com a medicação inalatória. Ou, ainda, para aqueles que estão precisando muitas vezes usar altas doses de corticoide.

De acordo com o Manual MSD, o uso de corticoide – também conhecido como corticosteroide, glicocorticoide e anti-inflamatório esteroidal – em longo prazo e em doses elevadas causa diversos efeitos colaterais em quase todos os órgãos no corpo. Esses efeitos colaterais incluem o aparecimento de diversos sintomas. Tais como, por exemplo:

O que dizem os pacientes

Lua Hellena, pessoa com asma, observa que muitas pessoas com asma, incluindo adultos que convivem com a doença há anos, desconhecem os imunobiológicos como opção de tratamento, assim como alguns médicos não mencionam essa alternativa. 

“Eu mesma já utilizei diversos tratamentos, incluindo medicação oral, injetável, inaladores e bombinhas, mas, em alguns casos, isso não é suficiente. Nós, que convivemos com a asma, sentimos isso na pele, e eu já vivi essa realidade. A população precisa compreender que a asma é uma doença séria, que pode levar ao óbito. Muitas pessoas sofrem com a asma, desde bebês até idosos, em todas as faixas etárias.” 

Ela enfatiza o impacto transformador que esse tratamento pode ter na qualidade de vida dos pacientes graves, mencionando sua própria experiência com diversas terapias que, muitas vezes, não são suficientes.

A paciente Giovanna Regueiro completa: “Conviver com a asma diariamente é muito difícil e ter um tratamento para quem tem essa condição é melhorar a qualidade de vida, seu dia a dia, suas noites de sono”.

Posicionamento da CDD

A CDD apoia firmemente a recomendação da Conitec para a incorporação do benralizumabe, pois acreditamos que essa decisão não apenas atende a uma necessidade clínica urgente, mas também representa um avanço significativo na abordagem do tratamento da asma grave no Brasil. A adoção dessa tecnologia é um passo importante para melhorar a saúde e a qualidade de vida dos pacientes, além de contribuir para a sustentabilidade do sistema de saúde.

Leia a contribuição na íntegra no site A Regra É Clara.

Saiba como participar da consulta pública:

Considerando os possíveis danos de altas doses de corticoide à saúde, evidencia-se a importância de mais uma opção de tratamento para asma grave no SUS. Portanto, participe da consulta pública quanto à incorporação do benralizumabe para pacientes adultos com asma eosinofílica grave refratária. É só até o dia 11 de dezembro. Para dar opinião sobre o assunto e participar da consulta, acesse o portal da Conitec.

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